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No Wattpad, existe a opção de selecionar um elenco para a história do livro.
Este foi o elenco selecionado para a trilogia La Frontera. Você concorda ou discorda?

Jaqueline Benitez Velásques (Aley Underwood)


Arthur Torres (Leonardo DiCaprio)

Conde (Sérgio Marone)

Alberto Torres - Beto (Bubba Lewis)

Amanda (Giovanna Lancellotti)



Yngrid (Sharon Capó)

Pastor Péricles (Joshua Weigel)

Cristiano Velásquez (Antonio Banderas) 

Agatha (Hillary Duff)

Miguela (Lucila Godoy)

Antonella (Kim Hidalgo)

Daniel (Aaron Carter)

Ramón (Steven Crowder)

Vini (Randy Wayne)




Eu fiquei tão indignada que ia escrever um mega texto falando sobre o que achei do livro: "Entre a Mente e o Coração" da autora Lycia Barros. Mas achei um texto no site Janela Literária Cristã, com o qual eu concordo em grau, número e gênero e isso me poupou de rasgar o verbo sobre essa obra.
Quando se fala sobre algo entre a mente e o coração, você logo imagina uma batalha árdua entre o certo e o errado, mas não é o que acontece nesta história, onde o errado prevalece o tempo todo, disfarçado de certo.
É penoso e muito triste ver os comentários de jovens cristãos que leram este livro e demonstram ter pouca ou nenhuma maturidade e discernimento espiritual, tomando esta obra como exemplo para suas vidas.
Em uma entrevista, a autora mostra que tem como inspiração a escritora norte-americana Francine Rivers, que na verdade é inspiração para quase todo mundo que resolve escrever ficção cristã. A diferença é que, numa história de Francine, como a conhecidíssima Amor de Redenção por exemplo, há realismo espiritual, há fé, há discernimento, há uso concreto da Palavra de Deus, portanto, mesmo que hajam cenas de sexo e violência, isso acaba sendo o de menos, diante da mensagem puramente redentora que o livro passa.
Infelizmente, muitos autores cristãos adotam a liberdade de incluir sexo e violência em seus livros ("já que a Francine Rivers pode, eu também posso") mas esquecem que, se estamos falando de ficção cristã, o foco é a Palavra, a Salvação, o Espírito. Não se pode confundir liberdade com libertinagem, e se aproveitar da situação para colocar a mensagem do evangelho em segundo plano.
Lendo entrevistas com Lycia Barros e Francine Rivers, fica evidente a diferença entre o ponto de vista de ambas:
Seu livro “A Bandeja” já foi considerado um “romance gospel”. Para quem ainda não conhece o gênero, o que isso significa? O que esperar de um romance assim?Lycia: Este é outro motivo pelo qual sou muito comparada com o autor Nicholas Sparks, pois sempre falamos de Deus em nossos livros. Na verdade, embora os dramas e romance sempre sejam os temas principais das minhas obras, sempre falo um pouco da importância de se ter uma vida espiritual. Acho que o jovem contemporâneo não pensa muito nisso, mas quando leem sobre o assunto, recebem as mensagens superbem. Recebo milhões de e-mails deles falando sobre como algum de meus livros os transformou de alguma maneira, isso é muito gratificante.
Qual a diferença entre um "escritor cristão" ou um cristão que escreva?
Francine: Um cristão que escreve pode tecer princípios cristãos na história, mas o trabalho pode se suportar quando esses elementos são removidos. Um escritor cristão é chamado a apresentar uma história que é toda sobre Jesus. O Senhor é o fundamento, a estrutura e a Escritura tem tudo a ver com a criação e o desenvolvimento dos personagens na história. Jesus é fundamental para o tema. Se você remove Jesus e os princípios bíblicos da novela, ela entra em colapso.
Agora acompanhe a crítica do site Janela Literária Cristã:
Entre a Mente e o Coração” conta uma história diferente do ponto de vista de Rico, aqui, ele aparentemente “se converte”, assim como no final de “A Bandeja” e começa a conversar com a chefe dos missionários, Ana. Os dois se apaixonam perdidamente e começam a viver uma história de amor. Até aqui não temos nenhum problema, certo? Mesmo ele sendo um recém-convertido, nada impeça que ele se apaixone pela missionária. O problema está exatamente na construção desse relacionamento, o que temo ser um tremendo mau exemplo para as moçoilas que deram 5 estrelas para essa história no Skoob (o que foi a maçante maioria e tenho esperanças de que não sejam cristãs), sem ao menos tentar refletir claramente sobre ela.
A questão é que esta resenha não é um apanhado julgador do caráter dos personagens e sim o fato dos mesmos envolverem doutrinas bíblicas para justificar suas atitudes, mesmo não estando corretas assim. Sendo mais clara, que bom exemplo podemos tomar com uma história de uma missionária que aceita a estadia na casa do sujeito pelo qual ela está fortemente atraída? A Bíblia é clara quando enfatiza que devemos fugir das tentações da mocidade e neste caso, morar na casa do homem que gosta antes mesmo do casamento não seria uma boa saída, certo?
Rico, apesar de se dizer convertido, ainda tinha pensamentos completamente mundanos na sua cabeça, afirmava claramente o quanto achava que o corpo de Ana era delicioso e que ela não iria se “entregar” facilmente como as outras (ele falava, sem ao menos mencionar a palavra “casamento”), assim como ele também vivia atiçando a garota que dormia várias noites ao seu lado, deitada em seu peito. O pior é que Ana, ao invés de se ligar e fugir dessa cilada, achava fofo e engraçado quando Rico soltava algumas cantadas sujas sem ao menos ter algum tipo de arrependimento disso. Eu tentei largar esses preceitos de lado porque acreditava que a história iria mostrar que eles estavam errados e que Rico precisava se firmar mais na fé igual aconteceu com Angelina, o que não foi o ocorrido. Seguimos até o final com a ideia de que tudo foi normal e justificável.
Outro detalhe absurdo é que os desejos de Rico eram descritos de forma muito detalhada, me lembrou inclusive alguns livros seculares que já li, livros que podem ser até eróticos. Ao mesmo tempo que tudo isso ocorria, o casalzinho ás vezes se amassava de um jeito que pegava fogo e mesmo assim, Ana continuava com suas missões (ou ela é inocente ou bem hipócrita, por Deus). Entre essas indas e vindas, Ana revela um segredo que não me surpreendeu, mas acho que serviu para as jovens suspirarem pela situação amorosa do casalzinho. Esse segredo aliás, foi um dos grandes motivos que impediram Ana de poder finalizar com seu querido parceiro, acredito que se não fosse isso, teria acontecido.
É preocupante tudo isso no meio cristão. Eu não me incomodaria se esse livro fosse secular, porém, ele tem vários ensinamentos e passagens cristãs sendo que os protagonistas em nenhum momento se comportavam como tal ou se arrependiam do que faziam. Ana se questionava se agia corretamente só no sentido de dizer que estava com Rico e ao mesmo tempo, com um segredo fatal que escondia, ou seja, nem para ser sincera ela servia. É muito perigoso você tentar inserir ensinamentos do Senhor e não dar exemplo do que eles mostram. Se ele protege o sexo apenas depois do casamento, por que diabos uma garota vai morar sozinha na residência do seu interesse amoroso? Onde está o vigiai ali? O livro fala de homossexualismo de forma natural também.
A obra tem uma narrativa muito bem desenvolvida e tecnicamente aceitável, porém, é uma tremenda bomba para qualquer jovem cristão. Você não deve se basear na história desse casal para sua vida, em nenhuma hipótese! Rico não é perfeito (como vi muitas resenhas afirmando) por amar a Deus e ser safado e bonitão! Ele apenas não se converteu da forma correta e NÃO AGE DE MANEIRA CERTA como um verdadeiro homem de Deus (igual o Dante). Estou bem triste e chateada, porque esperava MUITO dessa história, que ela fosse tão boa quanto a primeira, mas parece que a intenção da mesma era apenas chamar a atenção da mídia secular. Neste caso, era melhor ter feito uma obra secular do que colocar Deus no meio de tanta coisa errada.

Sem mais, o texto do site acima mencionado resume toda a minha opinião. Vamos vigiar!

Olá, pessoal.
Graças a Deus, a trilogia La Frontera está realmente ultrapassando fronteiras e alcançando muito mais do que eu imaginei que poderia alcançar.
De todos os personagens que já criei até hoje, a Jaqueline é realmente uma das "campeãs de audiência", causando muita empatia e identificação com o público. Qualquer hora dessas falo mais sobre ela por aqui, por enquanto vou só comentar sobre algumas curiosidades do primeiro livro de La Frontera para informação dos meus leitores, sejam os do Wattpad ou os dos livros físicos. Aí vão:

1- La Frontera foi escrito em um tempo recorde de 26 dias em novembro de 2016. Não foi proposital, realmente fluiu.
2 - Na época em que eu treinava a escrita de roteiros, eu escrevi uma história cujo casal principal também eram Jaqueline e Arthur. Isso foi em 2011, a história se chamava "Reviravolta" e era de temática medieval.
3 - O nome da Jaqueline inicialmente seria Jacqueline, que é como se escreve no Paraguai. Porém, optei pelo nome em português por questões estéticas do texto.
4 - O sobrenome da Jaqueline - Benitez Velásquez - foi escolhido porque foram os sobrenomes mais comuns que encontrei em uma comunidade paraguaia no Facebook.
5 - A fisionomia da Jaqueline e sua mãe Miguela são típicas das mulheres do Paraguai: cabelos pretos e longos.
 6 - Todo ano acontece em Puerto Pinasco a festa em comemoração ao dia da amizade, com parada e desfile de bandas marciais, conforme descrito na história. Puerto Pinasco é conhecido como o berço da amizade no Paraguai.
7 - O prato típico da cidade de Guaíra - PR é o Pintado na Telha, conforme descrito em uma cena da história, onde os personagens estão em uma lanchonete.
8 - Arthur, Amanda e Alberto, os irmãos Torres, são todos iniciados com a letra A, propositalmente, apesar de seus apelidos.
9 - A casa de Jaqueline tem pés de jabuticaba no quintal, remetendo à cor dos olhos dela (mensagem subliminar kkk).
10 - Ramón e Antonella, nomes muito comuns no Paraguai, também surgiram de uma pesquisa na mesma comunidade paraguaia do Facebook.
11 - Cristiano significa "cristão" em espanhol. Em uma cena, Arthur se aproveita dessa analogia.
12 - A ponte pênsil realmente existe em Guaíra.
13 - A ponte Ayrton Senna liga Guaíra - PR a Mundo Novo - MS e posteriormente a Salto Del Guairá - PY, e uma das cenas mais tensas de La Frontera se passa sobre ela.
14 - Eu refiz os trajetos das viagens dos personagens na história através do Google Maps enquanto escrevia.
15 - O tereré, bebida gelada feita com erva mate verde, é a bebida mais consumida no Paraguai e boa parte do Paraná e Mato Grosso do Sul.
16 - "Piá" e "daí" são palavreados típicos do Paraná.
17 - Em nenhum momento da história foi revelado o nome verdadeiro do Conde. Porém, isso pode acontecer no futuro.
18 - O primo da Jaqueline, chamado Jonas, na verdade se pronunciaria Ronás, com o sotaque paraguaio.
19 - Por morar em Colorado - PR, Jonas trabalha com rodeios, uma das principais atividades naquele lugar.
20 - Por também ser feito com erva mate e ser tomado em algumas regiões do Paraná, o chimarrão também aparece na história.

Eu escrevo histórias desde os sete ou oito anos de idade e vocês que acompanham o blog ou o meu trabalho estão carecas de saber disso. Portanto, vocês devem imaginar que nem sempre eu escrevi coisas dignas de serem lidas kkk.
Eu já usei a escrita como desabafo, terapia, revolta, rebeldia e como "viagem", acho que todo mundo tem direito de fazer isso, pelo menos é uma forma saudável de por pra fora suas explosões interiores, sem prejudicar a saúde, sem prejudicar ninguém, sem embarcar em outros tipos de "viagem". Mas daí até mostrar seus escritos para as pessoas, torná-los públicos, querer que gostem, ou que sejam considerados obras literárias, são outros quinhentos, né?
Mas é o que infelizmente acontece. Eu sempre soube que muitos dos meus textos não eram obras literárias, apesar de serem legais para mim e para os meus amigos. E demorou até que eu começasse a compartilhar as histórias da juvenília.
Hoje, com a explosão da internet, tudo está muito exposto e todo mundo pode tudo. É inegável que muitas portas se abriram e oportunidades surgiram (inclusive para mim e agradeço) mas também vem uma enxurrada de textos que você diz: "eu podia ter dormido sem ler isso".
Não sei vocês, mas eu não dou prosseguimento neste tipo de texto. Eu começo a ler, se não gostei, se não há qualidade, paro por ali mesmo.
Uns dias atrás, vi no Wattpad um livro adolescente, escrito por adolescente e para adolescente, com muitas visualizações e comentários. Eu fiz aquela carinha do WhatsApp, de dúvida, com a mão no queixo. Eu acredito que adolescentes podem fazer textos ótimos, especialmente porque é um dos períodos mais criativos da vida. Mas também sei do desvio de princípios que a maioria dos adolescentes de hoje sofrem, o que se reflete no que produzem, e isso inclui seus textos.
Eu fiquei horrorizada com as poucas linhas que li. A história era sobre uma "patricinha" de 15 anos, que tinha um irmão que deve ser uma caracterização da juventude de hoje: o cara só pensava em coisa errada 24 horas por dia, a ponto de atacar a irmã (com o consentimento dela) justificando que era "brincadeira". Para piorar, logo no início da história a "patricinha" foi em uma festa em uma comunidade, aonde conheceu um cara de 16 anos que era traficante e ela não sabia. Aliás, ela não sabia nem o nome dele, mas isso não impediu que com menos de dois minutos de conversa os dois tivessem relação sexual. Foi então que eu resolvi parar de ler essa história, principalmente quando percebi que bastaram poucas linhas para chegar a este ponto, mas haveria muita descrição detalhada para a questão da relação sexual.
Ou seja, qual o intuito da história? Nem foi preciso ler muito para constatar que era nada mais nada menos do que sexo gratuito. Eu abandonei o texto ao perceber a má qualidade, mas quantos jovens, adolescentes e até mesmo crianças se enveredam por esse tipo de enredo?
Pelo número de visualizações e comentários, assustadoramente isso tem agradado a muitos. Por isso me preocupo com essa juventude. Foi a mesma sensação que tive quando li Cidades de Papel, achei certos personagens nojentos.
Quando eu era adolescente, não havia toda essa facilidade de acesso à internet. Mas eu já era bem exigente em relação à textos, mesmo sabendo que os meus não eram grande coisa kkk.
Lembro de uma colega do 1º colegial, que resolveu que iria ser escritora e me entregou uma de suas histórias para dar uma opinião. Era mais ou menos assim: um garoto que foi procurar o anel perdido da amiga, perto da colmeia de abelhas e morreu picado por um enxame (oops, tô detectando Sessão da Tarde, Meu Primeiro Amor aqui?) daí a menina ficou depressiva e todo dia ia chorar no túmulo do menino.
Eu não lembro mais do resto e não lembro se li o resto. Acho que sim. Só sei que era muito melodramático e eu questionei qual era a intenção da minha colega autora com aquele texto. Se era fazer chorar, comigo falhou.
Depois ela me deu um outro texto, inspirado no clipe Stronger da Britney Spears, onde uma menina traída começa um plano de vingança, que incluía entrar em uma festa com uma bola de demolição (pan! Erro do Windows). Depois que ela se vingava vinha aquela sensação de... nada. Pelo menos foi o que eu senti.
Também teve uma outra colega, em outra escola, no 2º colegial, que resolveu escrever e também me pediu para ler. O problema é que ela era viciada naqueles romances de banca de jornal, que eu nem sei se ainda existem. Minha mãe sempre dizia que eles tinham qualidade questionável, e como fonte de inspiração dessa colega, acho que era verdade.
No início da história, os personagens principais já eram apresentados com seus nomes americanos (Kate e esqueci o nome do cara), o que já me deixou com o pé atrás. Depois vinha uma longa descrição de seus atributos físicos, ela uma espécie de Barbie, e ele uma espécie de Brad Pitt com Whey Protein kkk. Eu não consegui passar disso, já sabia no que ia resultar.
Bom, minhas experiências com a literatura na adolescência não foram as melhores, e não digo isso por causa do processo de criação de meus colegas kkk. Tudo o que era considerado clássico e era obrigatório na escola me dava vontade de não ler nada nunca mais.
Eu não me acho a melhor escritora do mundo, mas uma coisa pode ter certeza: eu só quero fazer o meu leitor pensar. E se conseguir, missão cumprida.

Leia também: Lixo por toda parte.
                       Lixo por toda parte - parte 2.
O lançamento de La Frontera 2 foi um evento virtual e fechado, somente para colaboradores e pessoas que acompanham de perto o meu trabalho.
Optei por esse modelo de lançamento como forma de agradecer a todos aqueles que, direta ou indiretamente colaboram na concepção das histórias. E também porque para fazer um evento online para um público maior é preciso treinar primeiro com vários eventos menores.
Em se tratando de eventos presenciais, haverá um entre Setembro e Outubro, que será o lançamento de La Frontera 3, no Salão do Livro de Presidente Prudente.
No live de lançamento de La Frontera 2, eu respondi as seguintes perguntas que me foram enviadas:

Érika (Rondonópolis - MT): O que te inspira a continuar escrevendo? Pretende fazer do La Frontera uma trilogia?
O que me inspira a continuar escrevendo é ver na escrita uma forma de conscientizar as pessoas sobre como podemos melhorar. Não são histórias escritas com o objetivo de fazer com que as pessoas passem tempo, mas de passar uma mensagem mais profunda.
La Frontera já é uma trilogia, o terceiro livro já está escrito, mas ainda não está editado, que é uma fase mais demorada do que a própria escrita em si. Acredito que será o último da série. Digo acredito porque não pretendia fazer uma trilogia, apenas um livro, mas fluiu bem e as pessoas pediram uma continuação. 

Júnior (Regente Feijó - SP): La Frontera 2 é inspirado em fatos do seu cotidiano?
O que tem do meu cotidiano no livro é a minha Fé. Minha Fé faz parte da minha vida e alguns personagens pensam como eu. Mas a realidade da história é completamente diferente da minha e da maioria das pessoas daqui da onde vivo. O cenário, a situação, a localização, são bem fora da realidade de muitos de nós, mas não é nada surreal, poderia acontecer com qualquer um.

Adamine (Taciba - SP): O tipo de fala dos personagens como "daí" e "piá" são típicas do lugar onde a história se passa? Você pesquisou o jeito de falar das pessoas para inserir no livro também?
A história se passa no Paraná, por isso os personagens tem sotaque paranaense, mas não de forma exagerada. Usei muito o "daí" e o "piá", bem como algumas gírias do Mato Grosso do Sul também, já que Guaíra fica nas proximidades. 
Eu fiz algumas pesquisas sobre o sotaque do Paraná, mas a inspiração real foram os paranaenses com os quais convivo e convivi, e também o que escutava sempre que ia lá.

Isabeli (São Paulo - SP): Gostaria que suas histórias virassem filmes? Por quê?
Sem dúvida. Acho que todo escritor acha o máximo ver sua história virando um filme, pois é uma forma de conhecer outras visões que tiveram sobre o texto.
Aqui no Brasil as pessoas vêem mais filmes do que lêem livros, então seria uma forma de popularizar a história também.

Juliani (Regente Feijó - SP):  Os lugares citados no livro, como por exemplo a lanchonete que a Jaqueline trabalhava, foram criados por você ou são lugares visitados por você em suas viagens a Guaíra e Paraguai?
A maioria dos lugares citados na história de fato existem, como as Marinas, a Ponte Ayrton Senna, a ponte pênsil, etc. A lanchonete foi um lugar que eu vi perto da ponte pênsil em uma das minhas viagens a Guaíra, mas eu não sei ao certo se era uma lanchonete, só sei que era um lugar para comer kkk. Aquela região é muito interessante e inspiradora, não há dificuldade para se criar cenários ali.

Cíntia (Presidente Prudente - SP): O que te inspirou para escrever o livro?
Percebi que a maioria das pessoas têm uma dificuldade muito grande em enxergar umas às outras por dentro. Julgam pela aparência, pensam apenas em si mesmas e não param para tentar ver o que há por trás do olhar triste de certas pessoas, não vêem o interior, o histórico, as lutas daquela pessoa.
Então a história foi uma forma de tentar incentivar o público a procurar enxergar seu próximo por dentro, além de fazer refletir sobre a verdadeira Fé, representada pelo personagem do Arthur, que não desistiu da Jaqueline apenas por esse motivo.

Maria Eduarda (Água Boa - MT): La Frontera 2 conta a história de Arthur e Jaqueline ou conta sobre a irmã e o irmão do Arthur?
Continuamos acompanhando a trajetória do Arthur e da Jaque, que agora têm desafios ainda maiores para enfrentar. Mas também continuamos acompanhando o Beto e a Amanda, além de novos personagens que surgem dificultando algumas coisas.
La Frontera 2 é o recheio do bolo, a transição do primeiro para o terceiro, que é o conflito final.

Soellyn (Regente Feijó - SP): O que podemos esperar de novidade em La Frontera 2? Principalmente com o Arthur e a Jaque...
Não posso dar spoiler, mas posso garantir que tem muitas novidades para o Arthur e a Jaque. O final do La Frontera 1 mostra que após cinco anos eles estão juntos e têm um filho, mas o La Frontera 2 e também o 3, mostram a trajetória deles até chegar nesse ponto. E pode crer que foi uma aventura e tanto que eles passaram.

André (Indiana - SP): Na continuação podemos esperar novos personagens?
Sim, alguns deles na verdade são fantasmas do passado, pessoas que fizeram parte da vida dos protagonistas antes e que voltam para criar problemas para eles.

Larissa (Taciba - SP): De onde vem os personagens? Alguns deles tem a forma de pensar ou agir de alguém que conhece?
Os personagens não são "xerox" dos meus conhecidos, mas também não surgem do nada. No meu dia- a-dia eu observo muito o comportamento, as ações e reações das pessoas e fico tentando entender o porquê de agirem daquela forma. Eu levanto hipóteses sobre o comportamento das pessoas e faço fusões de personalidades.
Ou seja, eu pergunto a mim mesma: Por que será que essa pessoa age assim ou assado? A resposta hipotética para essa pergunta já vai me dar uma ideia. E se eu pegar a resposta sobre a personalidade dessa pessoa e fundir com a resposta sobre o comportamento de uma outra pessoa, vai dar um ótimo personagem e uma ótima história. Na maioria das vezes é assim que funciona. A Jaqueline nasceu assim.
O Arthur não, ele é uma idealização sobre o que eu penso de como um homem deveria se comportar, mesmo com defeitos (e ele tem defeitos), ele é o mensageiro do que eu quero transmitir na história e é uma junção de tudo o que vejo de melhor nas pessoas que conheço.

Alexandra (Taciba - SP): La Frontera 2 é um livro onde o Paraguai também foi sua inspiração? Sabemos que na vida temos que atravessar fronteiras para chegarmos onde queremos. O livro tem como objetivo ajudar a atravessar essas fronteiras? Se tem, como?
O título La Frontera é exatamente sobre isso. É um título enigmático, pois não se trata apenas de atravessar a fronteira do Brasil para o Paraguai, mas atravessar a fronteira da dúvida para a certeza, do medo para a Fé.
Tanto o Arthur quanto a Jaqueline tiveram que atravessar suas fronteiras interiores para que um conseguisse entrar no mundo do outro. Essa é a mensagem que quero transmitir, que temos que atravessar nossas próprias fronteiras.
Em relação ao Paraguai, continuamos falando sobre nosso país vizinho nesse e no próximo livro. Foi uma forma de mostrar que o Paraguai não é só aquilo que nos falam. Há muito mais para se conhecer e respeitar.

Valdete (Taciba - SP): Podemos esperar algo surpreendente entre Arthur e Jaqueline em La Frontera 2?
Sem dúvida! Mas não posso falar rsrs. Mas é muito surpreendente tudo o que acontece com eles, e acho que se muitos leitores já os consideravam velhos conhecidos, agora então vão considerar mais ainda, pois os conhecerão muito melhor.

Leandra (Regente Feijó - SP): La Frontera 2 é só sobre a continuação de Arthur e Jaqueline?
A história dos dois toma um rumo, cheio de desafios, mas toma um rumo. Por causa desses desafios, a gente vai entendendo melhor outros personagens também. Um personagem que aparece com grande destaque em La Frontera 2 é o Beto, que irá surpreender os leitores. Vão amá-lo ou odiá-lo. kkk.


Oi, galera, tudo bem com vocês?
Algumas pessoas não conseguiram assistir o live de lançamento do La Frontera e me pediram uma maneira de ficar por dentro das curiosidades e respostas que eu dei sobre o livro. Não consegui achar forma melhor do que fazendo um post sobre isso. Então vou tentar dar uma resumida no que falei no live e responder as perguntas que me fizeram, ok?

Sobre mim:
Bom, no live eu contei um pouquinho da minha história e do motivo que me leva a escrever livros, pois é algo que as pessoas estão sempre sempre me perguntando kkk.
Eu acho que nasci para escrever. Aprendi a ler cerca de dois anos antes de ir para a escola, em casa, com a ajuda da minha tia Leandra. Eu acho que aprendi a ler de tanta vontade que eu já tinha de escrever. Meu sonho era produzir gibis, mas como eu nunca tive habilidade para desenhar, assim que aprendi a escrever comecei a fazer livrinhos de histórinhas sem desenhos mesmo, cujos personagens eram meus amiguinhos da época.
Na segunda e terceira série, minhas professoras gostavam tanto das minhas histórinhas que levavam para ler em outras salas. Ganhei concursos de redação na quarta e sexta série. Escrevia os teatros da minha sala na quarta série. Enfim, toda a minha infância foi cheia de atividades de escrita, sempre gostei muito, o que me leva a crer que esse é o meu dom.
Acredito fielmente que todo mundo tem um dom. Há pessoas que ainda não descobriram o seu, mas isso não significa que não tenham, só falta acontecer a descoberta. E também acredito que quando você descobre o seu dom, deve usá-lo para o benefício das pessoas, deve usá-lo para coisas positivas, e é o que tento fazer com meus livros.
Não foco no retorno financeiro, tanto que disponibilizo o conteúdo dos livros gratuitamente no wattpad e no site da editora. O que realmente quero é levar as pessoas a uma reflexão. É por isso que escrevo.

Sobre "La Frontera":
Entre os três livros que lancei até hoje, esse é o que mais acredito. Ele é especial por diversos motivos.
Sempre digo que não costumo por nada de mim nos livros, mas esse tem muito de mim.
O que tem de meu nesse livro é a minha Fé. Assim como muitos, já passei por situações onde tudo e todos pareciam estar contra mim, mas eu tive que fechar meus olhos e meus ouvidos para isso e olhar somente para o meu objetivo, e assim, conseguir alcançá-lo, usando unicamente minha Fé e confiança.
Isso fica bem retratado no livro através das situações enfrentadas pelo personagem Arthur, onde suas convicções são levadas ao extremo nas lutas que ele enfrenta.
La Frontera é um livro mais adulto do que os outros dois. Meu Coração de Criança retratou bem a infância dos personagens e 29/02 era voltado ao público adolescente. Já La Frontera é sobre adultos jovens e fala sobre problemas de relacionamento, entre outras coisas.

Sinopse:
A história começa quando Arthur e seus dois irmãos: Amanda e Alberto, se mudam de Londrina para Guaíra porque vão aprender a cuidar do engenho de erva mate do avô, que um dia será herança deles.
Quando o Arthur conhece a Jaqueline a aproximação é imediata. O problema é que ela é muito misteriosa e todas as referências que ele consegue sobre ela são ruins.
Arthur resolve então que não vai olhar para Jaqueline com os mesmos olhos que todos olham, vai enxergá-la por dentro e por isso, resolve ajudá-la. Mas tudo e todos parecem estar contra ele, inclusive a própria Jaqueline. Quanto mais ele descobre coisas sobre a vida dela, pior fica a situação e os problemas dele só vão aumentando.
O que eu quero que as pessoas pensem ao ler o livro é:
Será que no lugar do Arthur você agiria como ele?
Será que você consegue se colocar no lugar da Jaqueline e entender o porquê das atitudes dela?
Você enxerga as pessoas por dentro?

O título:
La Frontera não é um título simplesmente referente à fronteira do Brasil com o Paraguai (lugar onde se passa a história) mas é sobre a fronteira invisível que o Arthur tem que atravessar para entrar na vida da Jaqueline. Ele tem que enfrentar o medo, a dúvida e todas as vozes negativas (das pessoas e da cabeça dele) que sempre o alertam de que a Jaqueline irá arruiná-lo. Quando ele atravessa essa fronteira e atinge o território da certeza, ou seja, da Fé, ele tem que lutar para alcançar seu objetivo.

O Paraguai:
A pergunta que mais me fizeram foi:
POR QUE O PARAGUAI? KKKK
Resposta: Já faz muuuito tempo que gostaria de escrever algo sobre o Paraguai, um país que, na minha concepção é muito injustiçado. Nós brasileiros temos uma visão de lá que não é muito condizente com a realidade. O Paraguai não se resume a comércio de eletrônicos, bugigangas, contrabando de cigarros e tals. Tem isso? Tem. Mas tem muito, muito mais.
O Paraguai não é só aquela fronteira com o Brasil, tem muito mais lá pra dentro e sempre que eu ia lá ficava com muita vontade de conhecer esse algo a mais.
Foi por isso que iniciei minhas pesquisas, não só na internet, mas também com meus parentes, pois quase toda a família do meu pai vive lá. E todos meus conhecidos que já foram lá eram "vítimas" dos meus questionamentos kkk.
Enfim, aprendi muito sobre o Paraguai e o resultado está em La Frontera. Desde as características dos personagens (a Jaqueline tem cabelos pretos e compridos, o traço mais marcante da fisionomia das paraguaias. 90% delas são assim kkk) Até algumas citações de receitas típicas, locais e costumes.

Os nomes dos personagens:
Vieram de uma pesquisa em um grupo do Paraguai no Facebook, onde peguei os nomes mais comuns por lá, (como por exemplo Ramón, Antonella, Cristiano, Miguela, e claro, a personagem principal Jaqueline, que a princípio seria Jacqueline, que é como escrevem no Paraguai, mas achei que dificultaria para os leitores).
Os outros nomes, usei um recurso que sempre uso para me ajudar na minha falta de criatividade: nomes de crianças (Arthur, Amanda, Samira, Guilherme). Já o nome do irmão do Arthur, Beto, veio de uma música.

Curiosidades:
La Frontera foi escrito em tempo recorde: de 02/11/2016 a 28/11/2016 (exatos 26 dias e nem eu acreditei nisso). Fluiu de um jeito sobrenatural mesmo e eu nunca escrevi sem fazer uma oração antes. Tenho certeza que veio de Deus.
Entrei em uma página do Paraná para observar o sotaque de lá e somado a isso, lembrei de várias pessoas que conheço de lá e de como falam. Você vai perceber no texto o "piá" e o "daí" kkk.
Os trajetos de viagens que os personagens fazem dentro do Paraná e do `Paraguai eu também fiz durante a história usando o Google Maps kkk.
A maioria dos locais citados realmente existem e eu os conheço bem, como a ponte pênsil, o esconderijo secreto e etc etc.

Inspiração:
Pessoas ao meu redor, sempre. Tudo se torna inspiração. Claro que há uma dose alta de exagero da realidade, se assim não fosse, não seria ficção, não é verdade?
Mas minha maior inspiração sempre foi, é, e será minha Fé.
Tenho certeza que quando vocês lerem o livro vão se sentir dentro da história e vão pensar muito sobre isso depois. A visão de vocês vai se abrir para muita coisa e espero encorajar a todos para atravessarem suas fronteiras.

Adiós, amigos! kkk.

Veja o booktrailer no youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=yY8MSUVg8qo

Pra quem ainda não sabe, "29/02" é o título do meu novo livro, que a propósito foi lançado ontem no 7º Salão do Livro de Presidente Prudente.
Tenho vários livros escritos, mas apenas dois publicados, sendo que o primeiro foi há um ano atrás, também no Salão, e se chama "Meu Coração de Criança". Você pode saber mais sobre ele clicando aqui, aqui e também aqui.
Mas vamos falar sobre 29/02. Foram tantas perguntas, mas tantas, que para facilitar a vida de todos os que possuem alguma curiosidade sobre o livro, vou responder todas aqui e agora. Vamos lá.


1- Por que o título do livro é uma data? (29/02)
Nas primeiras páginas da história já dá para o leitor entender por qual motivo escolhi esse título. A história é sobre a Vanessa, uma garota que nasceu em 29/02 e que portanto, só pode comemorar seu aniversário na data original nos anos bissextos. Mas num certo 29/02, quando ela comemorava seus 16 anos, algo diferente aconteceu e ela acordou só no próximo ano bissexto, com 20 anos e a vida totalmente bagunçada.

2- O que você pretende alcançar com os livros que escreve?
Eu atuo no trabalho com jovens há muito tempo, mas de 2010 pra cá eu tenho estado à frente deste trabalho e isso me rendeu experiências muito fortes. A adolescência e a juventude são períodos muito marcantes, com situações que envolvem tensão emocional, descobertas e escolhas que vão impactar o resto da vida da pessoa. Pensando nisso e pensando em um jeito de ajudar jovens de toda parte, que passam por situações que os impactam muito, eu resolvi investir na escrita, como forma de levar a eles uma mensagem de Fé e de responsabilidade com a própria vida.

3- Você vende bem seus livros?
No meu ponto de vista sim, pois quando vejo pessoas que não me conhecem comprando, acho muito bacana. Mas na verdade o meu foco não são as vendas, tanto que o livro está disponível para leitura online gratuitamente. O que eu observo mesmo é o número de visualizações, pois se cada pessoa que visualiza ler a história inteira e for ajudada de alguma forma, fico muito feliz com isso. Não me tornei escritora pensando em enriquecer com isso, mas pensando em levar essas histórias a todos, especialmente os jovens.

4- Em sua palestra ano passado no lançamento de Meu Coração de Criança você disse que suas histórias são como parábolas. Como assim?
O Senhor Jesus usava parábolas para explicar às pessoas sobre o Reino de Deus, pois sabia que essa era a forma mais fácil de fazê-las entender o que Ele estava dizendo. É claro que não estou me comparando com o Senhor Jesus, mas estou seguindo o exemplo. Se em Sua sabedoria Ele viu que o ser humano aprende melhor ouvindo histórias, então eu vou usar histórias para tentar passar algo de bom.

5- Da onde veio a ideia para 29/02?
Eu comecei a escrever essa história em 2013, na época estava fazendo um manuscrito dela. Mas acho que ainda não era o momento, pois não fluiu. Fiz umas seis páginas que não aproveitei em nada nessa nova versão. 
Eu gosto muito de falar sobre consequências, sobre você colher o que planta, seja bom ou ruim, e achei que essa coisa de viagem no tempo seria ótimo para falar disso. O que me fez quebrar a cabeça mesmo foi "como" fazer essa tal viagem no tempo.
Eu assisti De Repente 30 e um filme cristão chamado "E se você tivesse a segunda chance?" que me ajudaram a raciocinar melhor sobre isso. Também li o livro da Andressa Urach e pesquisei sobre o Michael Schumacher. Ai, falei demais. Kkkk.

6- Quanto tempo levou para escrever?
Um mês escrevendo e um mês e meio editando. Teoricamente foi bem rápido, mas é que eu já estava com todas as ideias prontas quando comecei, só precisava passar para o papel, e fiz isso nas férias de julho, quando tinha um pouquinho mais de tempo para isso. Em agosto e parte de setembro apenas editei e agora em outubro lancei.
Trabalho com metas em tudo na minha vida e cumpro meus horários dedicados à escrita bem certinho, por isso dá certo.
Além de tudo é um livro curto (77 páginas) se comparado ao meu primeiro lançamento (202 páginas).

7- Você já viveu alguma situação que acontece em 29/02?
Eu não costumo escrever sobre minhas próprias experiências. Acho que um escritor, acima de tudo, precisa ser um grande observador do comportamento humano, enxergar as pessoas como almas e não como números. Precisa entender porquê as pessoas são como são e lembrar que cada uma tem seu histórico, suas lutas, seus conflitos interiores e algo que torna cada um alguém único. Eu procuro olhar assim para as pessoas, depois eu só acrescento uma situação que talvez realmente aconteceu, um pequeno exagero para mais ou para menos, que é o que torna a história um conto de ficção, e finalmente a pergunta: e se? Com esses elementos é fácil construir uma história.

8- Tanto em Meu Coração de Criança quanto em 29/02 não há vilões. Por quê?
Ótima pergunta. Minhas histórias não tem vilões, acho isso muito clichê. Também não acho que podemos classificar as pessoas entre bons e maus, fazer uma caricatura delas como muitos livros, filmes e novelas fazem. Todo mundo tem defeitos e qualidades. E segundo a Bíblia, o ser humano tem uma inclinação natural para o mal, então acho que todo mundo é vilão, em maior ou menor proporção. Tirar a vida de uma pessoa é errado, mas fofocar também é. Os pequenos erros também causam mortes, que nem sempre são físicas.
Pensando nisso, eu não coloco vilões nas minhas histórias, pois os maiores inimigos que os personagens têm de enfrentar são eles mesmos, ou as consequências de suas escolhas erradas ou os enganos de seus corações. Não há nada mais real que isso. Acho que isso faz o leitor se aproximar da realidade da história e se identificar.

9- Ficção cristã é só para cristãos?
Não, ficção cristã é para todos que gostam de uma mensagem positiva. Eu quero que, ao terminar de ler um livro meu, as pessoas tenham esperança e acima de tudo Fé que podem dar um novo rumo às suas vidas, seja lá o que tiverem feito.
Todos podem ler, mas se a pessoa não crê em Deus realmente vai ficar difícil de entender a mensagem.

10 - Como adquirir ou ler o livro online?
Neste link da editora Bookess dá tanto para comprar como ler online:
http://www.bookess.com/read/27122-2902/






1- Na ideia original, por volta de 2013, a história iria se chamar “Pai e Filha”. Mas o título ficou muito vago e por isso foi descartado, até mesmo como título provisório.

2- A ideia do título “Meu Coração de Criança” veio da música “Salva-me de Mim”, do cantor Beno César. A música é inclusive citada na história e inspirou também algumas falas dos personagens.

3- Uma das manias das crianças nos anos 90 era ir ao circo ver animais como elefantes, leões e macacos. Essa mania é citada com ênfase na história.

4- Quem prestar atenção nos detalhes vai notar a citação da Copa de 1994, as Olimpíadas de Atlanta em 1996 e o começo da circulação do Real como moeda nacional.

5-Super Trunfo, Pega Varetas e Mola Maluca são alguns dos brinquedos que aparecem na história e que eram moda nos anos 90.

6- Quando os personagens são pré adolescentes a história mostra que o que fazia sucesso na época eram as Spice Girls.

7- Na cena do Bungee Jumping, a orientação dada pela instrutora Elaine ao Maycon é verdadeira: iniciantes no esporte vão presos pela cintura e o peito, ficando meio sentados no fim do salto.

8- O capítulo “A Vida não tem lado B”, refere-se às falas do personagem Ricardo no mesmo capítulo, e também é uma homenagem às famosas fitas K7 dos anos 90.

9- Hipoteticamente, a fase adulta dos personagens ocorreria em torno do ano 2009.

10- O personagem Ricardo cita duas músicas na história, “Broken Wings”, do Mr Mister: “pegue suas asas quebradas e aprenda a voar de novo”. E “Life”, do Haddaway: “a vida nunca será a mesma, a vida está mudando...”
Amor de Redenção é um livro da escritora americana Francine Rivers, escrito há mais de vinte anos, mas que nunca torna-se desatualizado, até porque é uma história de época, retratando a corrida do ouro na Califórnia em 1850.
Fala da história de amor entre o fazendeiro Michael Hosea e a prostituta Angel, baseando-se na história bíblica de Oséias e Gômer.
Na minha opinião, este não é um livro para qualquer pessoa. As intenções da autora foram as melhores, mas a intenção do leitor também tem que ser. O objetivo principal da história foi mostrar o amor sacrificial do Senhor Jesus por cada um de nós, pecadores, e isto é visto na história pelo amor incondicional de Michael por Angel, mas o leitor tem que ter esta sensibilidade.
Resumo:
Angel tem uma infância terrível: o pai era casado e sua mãe era apenas a amante dele. O pai deixa claro que ela nunca deveria ter nascido. Aos oito anos, Angel já era uma pequena orfã e foi vendida para a prostituição. Sua adolescência se resumiu em abusos, violência e sucessivas perdas das poucas pessoas com quem se apegou.
Aos dezenove anos, ela foi vista por Michael Hosea, um homem de Fé, que imediatamente teve certeza que deveria se casar com ela, não por sua beleza, mas por um propósito divino.
Michael inicia então, uma terrível batalha para que Angel venha superar seus traumas e seu passado, mas ela simplesmente não quer lutar, quer apenas viver a mercê de seus pensamentos negativos.
O amor sacrificial de Michael, aliado a sua Fé inabalável em Deus, vão dando a ele forças para, no dia a dia, vencer os inimigos invisíveis de Angel e todo o preconceito de uma sociedade conservadora, que não acredita em redenção e recomeço.
Pontos positivos e negativos:
- A autora deixa claro que somente o amor não seria capaz de vencer uma batalha estritamente espiritual, isso só se torna possível com o uso da Fé.
- A autora mostra o que é o verdadeiro amor: aquele que sacrifica, que dá sem esperar receber nada de volta.
- O personagem Michael é um homem exemplar: íntegro, fiel e convicto. Mas não é perfeito. A história mostra que ele é um ser humano como qualquer outro, com defeitos e fraquezas.
- A autora descreve em diversas cenas o ato sexual, mas consegue fazer isso sem que fique vulgar ou apelativo. Ela consegue transmitir a mensagem de que Deus criou o sexo para ser algo prazeroso entre um casal casado, uma entrega total e expressão máxima do amor.
Deixa claro também que Deus não vê o sexo como pecado, desde que dentro do casamento, e também não apenas como prazer carnal, mas uma união completa e espiritual.
- Com tantos livros poluindo a mente das pessoas, transmitindo uma ideia errada sobre o sexo e o casamento, Amor de Redenção conseguiu mostrar a visão de Deus para este assunto.
- Ao ler o livro você aprende a ver as pessoas por dentro, entender suas atitudes como fruto de seu passado, e entende que a Salvação que o Senhor Jesus oferece é para todos.
Agora os pontos negativos:
- Angel ouve constantemente uma voz negativa em sua mente. Para um leitor mas esclarecido, fica claro que é a voz do diabo. Porém, na história, entendemos que é apenas a voz de Duke, um personagem malvado e sem escrúpulos.
- A personagem Miriam é um poço de emoções sem fundamento. Uma menina chorona e louca para casar, que, ao meu ver, não serve de exemplo para ninguém kkk. A autora tentou fazer com que os leitores se simpatizassem com essa personagem, mas no meu caso, não funcionou.
- Como disse no início, este não é um livro para qualquer pessoa. Angel era uma prostituta e, suas atitudes são mostradas em detalhes. A vida sexual entre ela e Michael também. Francine Rivers sabe descrever bem emoções e sentimentos. Mas um leitor desavisado, que está apenas em busca de simples emoção, pode ficar focado nisso, sendo que o foco da história é outro.
Considerações Finais:
Lendo Amor de Redenção vi que os personagens foram muito bem construídos. Francine Rivers realmente sabe do que está falando.
Algumas falas de Angel lembram muito os relatos de Andressa Urach em seu livro: Morri para Viver.
Um filme sobre o livro Amor de Redenção está sendo produzido nos Estados Unidos, com previsão de lançamento para o ano que vem. Há muitas especulações e muito mistério em torno dos atores do filme, mas por enquanto, o que está sendo mais cogitado é o ator Jim Caviezel como Michael Hosea.
Se você não está em busca de apenas emoção, mas de um livro que fala sobre o poder da Fé, o triunfo do amor e a visão que Deus tem para cada alma perdida, Amor de Redenção é uma boa pedida.

Vejam aqui o que a Cristiane Cardoso diz sobre Amor de Redenção:
http://blogs.universal.org/cristianecardoso/pt/primeiro-romance/


Acompanhe a resenha oficial do livro: "Meu Coração de Criança".
Capítulo 1: Era uma vez nos anos 90.
O livro começa com a narração de Laura, ainda criança, nos anos 90, falando sobre seu costume de brincar na rua com seus amigos: Ricardo, Sindy, Tainá e Gabriel.
Durante uma dessas brincadeiras, ela vê que uma nova família muda-se para o quarteirão: o casal Rogério e Luiza, juntamente com seus filhos Juliana e Jader, que têm a mesma idade que Laura e seus amigos.
A narrativa segue identificando os personagens ainda crianças.
Capítulo 2: Cuidado! Crianças em Férias.
Neste capítulo, Laura já é uma grande amiga de Juliana e Jader, e conta algumas de suas principais aventuras junto com eles e o resto da turma.
Também é descrito o que acontece no lar de Juliana e Jader: os irmãos presenciam o constante mau humor do pai e a opressão da mãe. Ainda neste capítulo, Ricardo revela aos amigos que gosta de Juliana, e ela, por sua vez, cria certa rivalidade com Tainá.
Capítulo 3: Que olhos verdes você tem.
Este é um capítulo um pouco mais curto, onde ao mesmo tempo em que há uma aproximação entre Ricardo e Juliana, há também o golpe final de Rogério em sua família, o que os leva a tomarem uma drástica decisão.
Capítulo 4: E de repente tudo muda.
O título do capítulo já diz tudo. De uma hora para outra Luíza resolve ir embora com seus dois filhos e a grande amizade entre as crianças do bairro fica ameaçada.
Capítulo 5: A distância crescente.
Aqui as crianças vão crescendo e se distanciando aos poucos. Isso é mostrado de uma forma rápida na história.
Capítulo 6: Bem vindos ao mundo adulto.
Como o título já sugere, começa aqui a segunda fase da história, onde os personagens já são adultos após quinze anos. As amizades da infância já não existem.
O foco recai sobre Juliana, que tornou-se obcecada em conquistar tudo sozinha em sua vida e provar que não precisa de nada nem ninguém, afastando-se até mesmo da própria família. São apresentados novos personagens: suas amigas Priscila e Flaviana, além do namorado Maycon.
Capítulo 7: Vai encarar?
A pergunta no título é devido ao desafio que Juliana terá que enfrentar: ver o pai após tanto tempo e após tantas mágoas. Afinal, ela recebe a notícia que Rogério foi atropelado e precisa decidir se vai até ele ou não. Situação difícil para ela.
Começa então seu maior dilema.
Capítulo 8: Não adianta fugir.
Juliana fica relutante e evita a todo custo ter que reencontrar o pai. Jader joga toda a responsabilidade para ela. Priscila a aconselha a encarar o passado e resolver a vida. Até que finalmente Juliana resolve colocar os pingos nos is e enfrentar suas dolorosas lembranças.
Capítulo 9: O reencontro.
O reencontro aqui não é apenas entre Juliana e seu pai, mas também entre ela e seu passado, ela e seus amigos de infância. Cada reencontro é narrado de uma forma reflexiva e detalhada. Especialmente o reencontro entre Juliana e Ricardo, indicando que surpresas virão...
Capítulo 10: A vida não tem lado B.
Reencontrar os amigos faz com que Juliana reflita sobre sua vida e suas escolhas. Todos são muito diferentes dela. Ricardo chama sua atenção por algum motivo.
Ela vê que a criança que foi não se orgulharia do adulto que se tornou.
Capítulo 11: De volta à casa amarela.
Apesar de ter visto o pai e de tantos conselhos dos amigos, o passado de Juliana ainda é um fantasma para ela. Mas neste capítulo, ela toma a decisão de quebrar seus traumas, eliminar tudo o que há de negativo dentro de si e recuperar seu coração de criança.
É então que vem o (Capítulo 12:) O resgate do coração perdido.
Onde Juliana inicia sua batalha contra seu pior inimigo: ela mesma e suas lembranças e cicatrizes. Finalmente ocorre uma conversa entre ela e seu pai.
Capítulo 13: O pianista de óculos.
Ricardo é um personagem discreto em toda a história, e é justamente sua discrição que chama a atenção de Juliana. Porém, neste capítulo ele ganha um destaque e fica visível que existe algo da parte dele também. Algo que nem ele mesmo sabe.
Capítulo 14: E desde quando você acredita em Deus?
Juliana está mudando aos poucos, mas nem todos acreditam em sua mudança. Ela resolve compartilhar sua experiência de vencer o passado com a mãe e o irmão, que também estão muito magoados com Rogério, mesmo depois de tanto tempo.
Capítulo 15: Como se o tempo não tivesse passado.
Juliana e Ricardo relembram fatos marcantes e engraçados da infância e revivem situações parecidas no presente. Revelações são feitas de ambas as partes.
Capítulo 16: O resgate de mais corações.
Juliana consegue colocar toda a família frente a frente após tantos anos. São momentos de muita emoção. O impossível parece possível agora.
Capítulo 17: Você é a pessoa certa.
Após a superação de tantos traumas, Juliana começa a pensar em sua vida amorosa. E por que não incluir Ricardo nesses planos?
Capítulo 18: A vida nunca mais será a mesma.
O título faz alusão a um grande sucesso internacional dos anos 90 que dizia o mesmo em sua letra. Juliana passou por uma transformação ao longo da história e com certeza não será a mesma, com seu novo coração de criança.
Tudo isso graças ao (Capítulo 19: O) poder do perdão que transformou a ela e a sua família.

Ficou afim de ler? Acesse: http://www.bookess.com/read/21376-meu-coracao-de-crianca/


A partir do momento em que anunciei que estava lançando um livro, as perguntas se derramaram sobre mim kkk. Para facilitar a vida de todos, vou responder as perguntas mais frequentes.


1- Por que você escreveu um livro?
Como eu trabalho com jovens, sempre gostei de contar histórias a eles, como exemplos, como trocas de experiências. E como eu AMO escrever desde os sete anos de idade, resolvi unir o útil ao agradável e começar a escrever para jovens.
Tenho vários livros escritos, mas escolhi “Meu Coração de Criança” para dar início a uma carreira e a esse trabalho de publicar exclusivamente para o público jovem.

2- “Meu Coração de Criança” é um livro infantil?
Apesar do título, não é um livro infantil. O livro é dividido em duas fases: a primeira, que se passa nos anos 90 e mostra a infância dos personagens; e a segunda, que acontece quinze anos depois e mostra como os acontecimentos da infância influenciaram a vida adulta deles.

3- Sobre o que fala “Meu Coração de Criança”?
É um livro sobre Fé e perdão. Fala sobre conflitos familiares, mágoa, vícios, um casamento que chega ao fim, traumas... E apesar de falar sobre coisas tão difíceis, ninguém vai se sentir mal ao ler a história, pois eu cuidei de mostrar tudo de uma forma bem leve, sempre extraindo algo positivo. Mas também, sem omitir a verdade, sem esquecer que problemas não devem ser camuflados, mas vencidos.

4-  Onde encontro o livro?
O livro pode ser lido online no site da Bookess Editora, e no mesmo link pode ser comprado na versão impressa. Resolvi deixar disponível para ser lido online porque o meu objetivo não é vender simplesmente, mas permitir que todos tenham acesso ao conteúdo do livro, mesmo que não paguem por isso.
O link é este: http://www.bookess.com/read/21376-meu-coracao-de-crianca/

5-  De onde veio a ideia para a história e para os nomes dos personagens?
A ideia da história veio durante uma reunião de quarta-feira na igreja. Nós estávamos cantando uma música chamada “Salva-me de mim”, do Beno César, e eu pensei: “vou escrever uma história sobre isso!” Como eu já tinha pensado em falar sobre filhos que se afastam dos pais, devido algumas situações que tive conhecimento, juntei tudo e deu nisso. (rsrs)
Em relação aos nomes dos personagens, eu particularmente, tenho uma dificuldade muito grande nessa parte. Ás vezes até peço sugestões para o pessoal que lê minhas histórias. Mas geralmente pego nomes dos meus ex alunos, de antigos colegas de infância, de pessoas que conheci ou convivi em algum período da minha vida.

6-  Há algo romântico na história de “Meu Coração de Criança”?
Não sou fã de histórias românticas, porque a maioria delas carrega muito na emoção e esquece da razão, e eu acho que quando só transmitimos emoção e não levamos o leitor a pensar, acabamos não acrescentando muito na vida dele. Porém, eu sei que as pessoas sempre esperam um pouco de romantismo nas histórias, é algo que já faz parte da nossa cultura. Então quando eu percebo a necessidade de colocar um relacionamento e explorar isso, eu coloco, procurando ser racional e não desfocar a mensagem principal.

7- Quanto tempo levou para escrever o livro?
Escrevi entre Junho e Setembro de 2014. Ao mesmo tempo que escrevia, pesquisava sobre os anos 90, sobre Bungee Jumping e outros elementos que aparecem na história. Também meditava na Bíblia e falava muito com Deus sobre o que Ele queria desse projeto.

8- Como você organiza as ideias para conseguir escrever a história? Afinal, o livro tem mais de 240 páginas...
Eu faço tópicos para me indicar o começo, o meio e o fim. Marco tudo o que não posso me esquecer de colocar durante a história, porque ás vezes a gente tem uma boa ideia, mas por não colocá-la no papel, na hora de escrever acabamos esquecendo o que era. Por isso marco tudo de interessante que vejo e aprendo, durante a escrita da história vou inserindo isso.

9- Por que você escreveu sobre perdão? Você conhece muitas pessoas que nunca perdoaram?
Na verdade, eu conheço os dois lados da moeda. Tanto conheço pessoas que nunca conseguiram realmente perdoar, como conheço pessoas que através da Fé tiveram capacidade para isso. A diferença é nítida entre quem perdoa e quem não perdoa. Quem perdoa tem paz, consciência limpa, a vida não fica presa ao passado. Quem consegue perdoar, é porque entendeu que essa não é uma atitude simplesmente do coração, mas acima de tudo, uma decisão da mente, uma decisão inteligente.
Isso fica bem claro na história, escrevi para mostrar isso às pessoas. O maior benefício é para quem perdoa, mais do que para quem é perdoado. Afinal, quem não perdoa só prejudica a si mesmo.

10- Até que ponto essa ficção se aproxima da realidade?
Se aproxima bastante. O meu estilo de escrita não é o de ficção fantástica, isto é, eu não costumo falar de nada surreal. Tudo o que é narrado em minhas histórias é completamente possível de acontecer com qualquer pessoa comum, qualquer um pode se identificar.
Porém, eu não posso apenas transcrever cenas baseadas em fatos reais, tenho que adicionar muito da imaginação e da criatividade, mas faço isso sem fugir do padrão “poderia ser com você”.

11- A maioria dos escritores costumam criar personagens com nomes bem diferentes dos que costumamos encontrar no dia a dia. De onde surgiu sua inspiração para o nome desses personagens?
Como disse na pergunta 5, vem de pessoas que já convivi no passado, antigos colegas, ex alunos, etc. Não relaciono a inspiração desses nomes com as características dos personagens. Por exemplo, se crio um personagem chamado João e ele é um mau caráter, não significa que eu tenha conhecido um João que também era um mau caráter, não tem nada a ver (rsrs). Mas em geral, gosto de nomes comuns, fáceis de se guardar, nada muito extravagante. Até em relação aos nomes uso o meu padrão “poderia ser com você”.

12- Você disse que escreve desde os sete anos de idade. Quais foram suas primeiras histórias?
Aos sete anos, tive uma professora que investia muito na nossa criatividade e na produção de textos. Ela nos dava ilustrações para que criássemos histórias a partir delas. Com isso, eu criei um gosto tão grande pela escrita, que depois de brincar por um dia inteiro com meus amiguinhos, a noite eu sempre pegava um lápis e um caderno para inventar histórias por conta própria. Meus amigos eram os personagens.

Assim, em 1994, eu criei uma sequência de histórias que foram: “Chove Chuva”, “Chove Chuva 2” e “Em Busca da Tecladista” (kkk). Tenho um projeto de editar essas histórias e publicá-las para crianças.