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No Wattpad, existe a opção de selecionar um elenco para a história do livro.
Este foi o elenco selecionado para a trilogia La Frontera. Você concorda ou discorda?

Jaqueline Benitez Velásques (Aley Underwood)


Arthur Torres (Leonardo DiCaprio)

Conde (Sérgio Marone)

Alberto Torres - Beto (Bubba Lewis)

Amanda (Giovanna Lancellotti)



Yngrid (Sharon Capó)

Pastor Péricles (Joshua Weigel)

Cristiano Velásquez (Antonio Banderas) 

Agatha (Hillary Duff)

Miguela (Lucila Godoy)

Antonella (Kim Hidalgo)

Daniel (Aaron Carter)

Ramón (Steven Crowder)

Vini (Randy Wayne)




Olá, pessoal.
Graças a Deus, a trilogia La Frontera está realmente ultrapassando fronteiras e alcançando muito mais do que eu imaginei que poderia alcançar.
De todos os personagens que já criei até hoje, a Jaqueline é realmente uma das "campeãs de audiência", causando muita empatia e identificação com o público. Qualquer hora dessas falo mais sobre ela por aqui, por enquanto vou só comentar sobre algumas curiosidades do primeiro livro de La Frontera para informação dos meus leitores, sejam os do Wattpad ou os dos livros físicos. Aí vão:

1- La Frontera foi escrito em um tempo recorde de 26 dias em novembro de 2016. Não foi proposital, realmente fluiu.
2 - Na época em que eu treinava a escrita de roteiros, eu escrevi uma história cujo casal principal também eram Jaqueline e Arthur. Isso foi em 2011, a história se chamava "Reviravolta" e era de temática medieval.
3 - O nome da Jaqueline inicialmente seria Jacqueline, que é como se escreve no Paraguai. Porém, optei pelo nome em português por questões estéticas do texto.
4 - O sobrenome da Jaqueline - Benitez Velásquez - foi escolhido porque foram os sobrenomes mais comuns que encontrei em uma comunidade paraguaia no Facebook.
5 - A fisionomia da Jaqueline e sua mãe Miguela são típicas das mulheres do Paraguai: cabelos pretos e longos.
 6 - Todo ano acontece em Puerto Pinasco a festa em comemoração ao dia da amizade, com parada e desfile de bandas marciais, conforme descrito na história. Puerto Pinasco é conhecido como o berço da amizade no Paraguai.
7 - O prato típico da cidade de Guaíra - PR é o Pintado na Telha, conforme descrito em uma cena da história, onde os personagens estão em uma lanchonete.
8 - Arthur, Amanda e Alberto, os irmãos Torres, são todos iniciados com a letra A, propositalmente, apesar de seus apelidos.
9 - A casa de Jaqueline tem pés de jabuticaba no quintal, remetendo à cor dos olhos dela (mensagem subliminar kkk).
10 - Ramón e Antonella, nomes muito comuns no Paraguai, também surgiram de uma pesquisa na mesma comunidade paraguaia do Facebook.
11 - Cristiano significa "cristão" em espanhol. Em uma cena, Arthur se aproveita dessa analogia.
12 - A ponte pênsil realmente existe em Guaíra.
13 - A ponte Ayrton Senna liga Guaíra - PR a Mundo Novo - MS e posteriormente a Salto Del Guairá - PY, e uma das cenas mais tensas de La Frontera se passa sobre ela.
14 - Eu refiz os trajetos das viagens dos personagens na história através do Google Maps enquanto escrevia.
15 - O tereré, bebida gelada feita com erva mate verde, é a bebida mais consumida no Paraguai e boa parte do Paraná e Mato Grosso do Sul.
16 - "Piá" e "daí" são palavreados típicos do Paraná.
17 - Em nenhum momento da história foi revelado o nome verdadeiro do Conde. Porém, isso pode acontecer no futuro.
18 - O primo da Jaqueline, chamado Jonas, na verdade se pronunciaria Ronás, com o sotaque paraguaio.
19 - Por morar em Colorado - PR, Jonas trabalha com rodeios, uma das principais atividades naquele lugar.
20 - Por também ser feito com erva mate e ser tomado em algumas regiões do Paraná, o chimarrão também aparece na história.

Eu escrevo histórias desde os sete ou oito anos de idade e vocês que acompanham o blog ou o meu trabalho estão carecas de saber disso. Portanto, vocês devem imaginar que nem sempre eu escrevi coisas dignas de serem lidas kkk.
Eu já usei a escrita como desabafo, terapia, revolta, rebeldia e como "viagem", acho que todo mundo tem direito de fazer isso, pelo menos é uma forma saudável de por pra fora suas explosões interiores, sem prejudicar a saúde, sem prejudicar ninguém, sem embarcar em outros tipos de "viagem". Mas daí até mostrar seus escritos para as pessoas, torná-los públicos, querer que gostem, ou que sejam considerados obras literárias, são outros quinhentos, né?
Mas é o que infelizmente acontece. Eu sempre soube que muitos dos meus textos não eram obras literárias, apesar de serem legais para mim e para os meus amigos. E demorou até que eu começasse a compartilhar as histórias da juvenília.
Hoje, com a explosão da internet, tudo está muito exposto e todo mundo pode tudo. É inegável que muitas portas se abriram e oportunidades surgiram (inclusive para mim e agradeço) mas também vem uma enxurrada de textos que você diz: "eu podia ter dormido sem ler isso".
Não sei vocês, mas eu não dou prosseguimento neste tipo de texto. Eu começo a ler, se não gostei, se não há qualidade, paro por ali mesmo.
Uns dias atrás, vi no Wattpad um livro adolescente, escrito por adolescente e para adolescente, com muitas visualizações e comentários. Eu fiz aquela carinha do WhatsApp, de dúvida, com a mão no queixo. Eu acredito que adolescentes podem fazer textos ótimos, especialmente porque é um dos períodos mais criativos da vida. Mas também sei do desvio de princípios que a maioria dos adolescentes de hoje sofrem, o que se reflete no que produzem, e isso inclui seus textos.
Eu fiquei horrorizada com as poucas linhas que li. A história era sobre uma "patricinha" de 15 anos, que tinha um irmão que deve ser uma caracterização da juventude de hoje: o cara só pensava em coisa errada 24 horas por dia, a ponto de atacar a irmã (com o consentimento dela) justificando que era "brincadeira". Para piorar, logo no início da história a "patricinha" foi em uma festa em uma comunidade, aonde conheceu um cara de 16 anos que era traficante e ela não sabia. Aliás, ela não sabia nem o nome dele, mas isso não impediu que com menos de dois minutos de conversa os dois tivessem relação sexual. Foi então que eu resolvi parar de ler essa história, principalmente quando percebi que bastaram poucas linhas para chegar a este ponto, mas haveria muita descrição detalhada para a questão da relação sexual.
Ou seja, qual o intuito da história? Nem foi preciso ler muito para constatar que era nada mais nada menos do que sexo gratuito. Eu abandonei o texto ao perceber a má qualidade, mas quantos jovens, adolescentes e até mesmo crianças se enveredam por esse tipo de enredo?
Pelo número de visualizações e comentários, assustadoramente isso tem agradado a muitos. Por isso me preocupo com essa juventude. Foi a mesma sensação que tive quando li Cidades de Papel, achei certos personagens nojentos.
Quando eu era adolescente, não havia toda essa facilidade de acesso à internet. Mas eu já era bem exigente em relação à textos, mesmo sabendo que os meus não eram grande coisa kkk.
Lembro de uma colega do 1º colegial, que resolveu que iria ser escritora e me entregou uma de suas histórias para dar uma opinião. Era mais ou menos assim: um garoto que foi procurar o anel perdido da amiga, perto da colmeia de abelhas e morreu picado por um enxame (oops, tô detectando Sessão da Tarde, Meu Primeiro Amor aqui?) daí a menina ficou depressiva e todo dia ia chorar no túmulo do menino.
Eu não lembro mais do resto e não lembro se li o resto. Acho que sim. Só sei que era muito melodramático e eu questionei qual era a intenção da minha colega autora com aquele texto. Se era fazer chorar, comigo falhou.
Depois ela me deu um outro texto, inspirado no clipe Stronger da Britney Spears, onde uma menina traída começa um plano de vingança, que incluía entrar em uma festa com uma bola de demolição (pan! Erro do Windows). Depois que ela se vingava vinha aquela sensação de... nada. Pelo menos foi o que eu senti.
Também teve uma outra colega, em outra escola, no 2º colegial, que resolveu escrever e também me pediu para ler. O problema é que ela era viciada naqueles romances de banca de jornal, que eu nem sei se ainda existem. Minha mãe sempre dizia que eles tinham qualidade questionável, e como fonte de inspiração dessa colega, acho que era verdade.
No início da história, os personagens principais já eram apresentados com seus nomes americanos (Kate e esqueci o nome do cara), o que já me deixou com o pé atrás. Depois vinha uma longa descrição de seus atributos físicos, ela uma espécie de Barbie, e ele uma espécie de Brad Pitt com Whey Protein kkk. Eu não consegui passar disso, já sabia no que ia resultar.
Bom, minhas experiências com a literatura na adolescência não foram as melhores, e não digo isso por causa do processo de criação de meus colegas kkk. Tudo o que era considerado clássico e era obrigatório na escola me dava vontade de não ler nada nunca mais.
Eu não me acho a melhor escritora do mundo, mas uma coisa pode ter certeza: eu só quero fazer o meu leitor pensar. E se conseguir, missão cumprida.

Leia também: Lixo por toda parte.
                       Lixo por toda parte - parte 2.
O lançamento de La Frontera 2 foi um evento virtual e fechado, somente para colaboradores e pessoas que acompanham de perto o meu trabalho.
Optei por esse modelo de lançamento como forma de agradecer a todos aqueles que, direta ou indiretamente colaboram na concepção das histórias. E também porque para fazer um evento online para um público maior é preciso treinar primeiro com vários eventos menores.
Em se tratando de eventos presenciais, haverá um entre Setembro e Outubro, que será o lançamento de La Frontera 3, no Salão do Livro de Presidente Prudente.
No live de lançamento de La Frontera 2, eu respondi as seguintes perguntas que me foram enviadas:

Érika (Rondonópolis - MT): O que te inspira a continuar escrevendo? Pretende fazer do La Frontera uma trilogia?
O que me inspira a continuar escrevendo é ver na escrita uma forma de conscientizar as pessoas sobre como podemos melhorar. Não são histórias escritas com o objetivo de fazer com que as pessoas passem tempo, mas de passar uma mensagem mais profunda.
La Frontera já é uma trilogia, o terceiro livro já está escrito, mas ainda não está editado, que é uma fase mais demorada do que a própria escrita em si. Acredito que será o último da série. Digo acredito porque não pretendia fazer uma trilogia, apenas um livro, mas fluiu bem e as pessoas pediram uma continuação. 

Júnior (Regente Feijó - SP): La Frontera 2 é inspirado em fatos do seu cotidiano?
O que tem do meu cotidiano no livro é a minha Fé. Minha Fé faz parte da minha vida e alguns personagens pensam como eu. Mas a realidade da história é completamente diferente da minha e da maioria das pessoas daqui da onde vivo. O cenário, a situação, a localização, são bem fora da realidade de muitos de nós, mas não é nada surreal, poderia acontecer com qualquer um.

Adamine (Taciba - SP): O tipo de fala dos personagens como "daí" e "piá" são típicas do lugar onde a história se passa? Você pesquisou o jeito de falar das pessoas para inserir no livro também?
A história se passa no Paraná, por isso os personagens tem sotaque paranaense, mas não de forma exagerada. Usei muito o "daí" e o "piá", bem como algumas gírias do Mato Grosso do Sul também, já que Guaíra fica nas proximidades. 
Eu fiz algumas pesquisas sobre o sotaque do Paraná, mas a inspiração real foram os paranaenses com os quais convivo e convivi, e também o que escutava sempre que ia lá.

Isabeli (São Paulo - SP): Gostaria que suas histórias virassem filmes? Por quê?
Sem dúvida. Acho que todo escritor acha o máximo ver sua história virando um filme, pois é uma forma de conhecer outras visões que tiveram sobre o texto.
Aqui no Brasil as pessoas vêem mais filmes do que lêem livros, então seria uma forma de popularizar a história também.

Juliani (Regente Feijó - SP):  Os lugares citados no livro, como por exemplo a lanchonete que a Jaqueline trabalhava, foram criados por você ou são lugares visitados por você em suas viagens a Guaíra e Paraguai?
A maioria dos lugares citados na história de fato existem, como as Marinas, a Ponte Ayrton Senna, a ponte pênsil, etc. A lanchonete foi um lugar que eu vi perto da ponte pênsil em uma das minhas viagens a Guaíra, mas eu não sei ao certo se era uma lanchonete, só sei que era um lugar para comer kkk. Aquela região é muito interessante e inspiradora, não há dificuldade para se criar cenários ali.

Cíntia (Presidente Prudente - SP): O que te inspirou para escrever o livro?
Percebi que a maioria das pessoas têm uma dificuldade muito grande em enxergar umas às outras por dentro. Julgam pela aparência, pensam apenas em si mesmas e não param para tentar ver o que há por trás do olhar triste de certas pessoas, não vêem o interior, o histórico, as lutas daquela pessoa.
Então a história foi uma forma de tentar incentivar o público a procurar enxergar seu próximo por dentro, além de fazer refletir sobre a verdadeira Fé, representada pelo personagem do Arthur, que não desistiu da Jaqueline apenas por esse motivo.

Maria Eduarda (Água Boa - MT): La Frontera 2 conta a história de Arthur e Jaqueline ou conta sobre a irmã e o irmão do Arthur?
Continuamos acompanhando a trajetória do Arthur e da Jaque, que agora têm desafios ainda maiores para enfrentar. Mas também continuamos acompanhando o Beto e a Amanda, além de novos personagens que surgem dificultando algumas coisas.
La Frontera 2 é o recheio do bolo, a transição do primeiro para o terceiro, que é o conflito final.

Soellyn (Regente Feijó - SP): O que podemos esperar de novidade em La Frontera 2? Principalmente com o Arthur e a Jaque...
Não posso dar spoiler, mas posso garantir que tem muitas novidades para o Arthur e a Jaque. O final do La Frontera 1 mostra que após cinco anos eles estão juntos e têm um filho, mas o La Frontera 2 e também o 3, mostram a trajetória deles até chegar nesse ponto. E pode crer que foi uma aventura e tanto que eles passaram.

André (Indiana - SP): Na continuação podemos esperar novos personagens?
Sim, alguns deles na verdade são fantasmas do passado, pessoas que fizeram parte da vida dos protagonistas antes e que voltam para criar problemas para eles.

Larissa (Taciba - SP): De onde vem os personagens? Alguns deles tem a forma de pensar ou agir de alguém que conhece?
Os personagens não são "xerox" dos meus conhecidos, mas também não surgem do nada. No meu dia- a-dia eu observo muito o comportamento, as ações e reações das pessoas e fico tentando entender o porquê de agirem daquela forma. Eu levanto hipóteses sobre o comportamento das pessoas e faço fusões de personalidades.
Ou seja, eu pergunto a mim mesma: Por que será que essa pessoa age assim ou assado? A resposta hipotética para essa pergunta já vai me dar uma ideia. E se eu pegar a resposta sobre a personalidade dessa pessoa e fundir com a resposta sobre o comportamento de uma outra pessoa, vai dar um ótimo personagem e uma ótima história. Na maioria das vezes é assim que funciona. A Jaqueline nasceu assim.
O Arthur não, ele é uma idealização sobre o que eu penso de como um homem deveria se comportar, mesmo com defeitos (e ele tem defeitos), ele é o mensageiro do que eu quero transmitir na história e é uma junção de tudo o que vejo de melhor nas pessoas que conheço.

Alexandra (Taciba - SP): La Frontera 2 é um livro onde o Paraguai também foi sua inspiração? Sabemos que na vida temos que atravessar fronteiras para chegarmos onde queremos. O livro tem como objetivo ajudar a atravessar essas fronteiras? Se tem, como?
O título La Frontera é exatamente sobre isso. É um título enigmático, pois não se trata apenas de atravessar a fronteira do Brasil para o Paraguai, mas atravessar a fronteira da dúvida para a certeza, do medo para a Fé.
Tanto o Arthur quanto a Jaqueline tiveram que atravessar suas fronteiras interiores para que um conseguisse entrar no mundo do outro. Essa é a mensagem que quero transmitir, que temos que atravessar nossas próprias fronteiras.
Em relação ao Paraguai, continuamos falando sobre nosso país vizinho nesse e no próximo livro. Foi uma forma de mostrar que o Paraguai não é só aquilo que nos falam. Há muito mais para se conhecer e respeitar.

Valdete (Taciba - SP): Podemos esperar algo surpreendente entre Arthur e Jaqueline em La Frontera 2?
Sem dúvida! Mas não posso falar rsrs. Mas é muito surpreendente tudo o que acontece com eles, e acho que se muitos leitores já os consideravam velhos conhecidos, agora então vão considerar mais ainda, pois os conhecerão muito melhor.

Leandra (Regente Feijó - SP): La Frontera 2 é só sobre a continuação de Arthur e Jaqueline?
A história dos dois toma um rumo, cheio de desafios, mas toma um rumo. Por causa desses desafios, a gente vai entendendo melhor outros personagens também. Um personagem que aparece com grande destaque em La Frontera 2 é o Beto, que irá surpreender os leitores. Vão amá-lo ou odiá-lo. kkk.


Oi, galera, tudo bem com vocês?
Algumas pessoas não conseguiram assistir o live de lançamento do La Frontera e me pediram uma maneira de ficar por dentro das curiosidades e respostas que eu dei sobre o livro. Não consegui achar forma melhor do que fazendo um post sobre isso. Então vou tentar dar uma resumida no que falei no live e responder as perguntas que me fizeram, ok?

Sobre mim:
Bom, no live eu contei um pouquinho da minha história e do motivo que me leva a escrever livros, pois é algo que as pessoas estão sempre sempre me perguntando kkk.
Eu acho que nasci para escrever. Aprendi a ler cerca de dois anos antes de ir para a escola, em casa, com a ajuda da minha tia Leandra. Eu acho que aprendi a ler de tanta vontade que eu já tinha de escrever. Meu sonho era produzir gibis, mas como eu nunca tive habilidade para desenhar, assim que aprendi a escrever comecei a fazer livrinhos de histórinhas sem desenhos mesmo, cujos personagens eram meus amiguinhos da época.
Na segunda e terceira série, minhas professoras gostavam tanto das minhas histórinhas que levavam para ler em outras salas. Ganhei concursos de redação na quarta e sexta série. Escrevia os teatros da minha sala na quarta série. Enfim, toda a minha infância foi cheia de atividades de escrita, sempre gostei muito, o que me leva a crer que esse é o meu dom.
Acredito fielmente que todo mundo tem um dom. Há pessoas que ainda não descobriram o seu, mas isso não significa que não tenham, só falta acontecer a descoberta. E também acredito que quando você descobre o seu dom, deve usá-lo para o benefício das pessoas, deve usá-lo para coisas positivas, e é o que tento fazer com meus livros.
Não foco no retorno financeiro, tanto que disponibilizo o conteúdo dos livros gratuitamente no wattpad e no site da editora. O que realmente quero é levar as pessoas a uma reflexão. É por isso que escrevo.

Sobre "La Frontera":
Entre os três livros que lancei até hoje, esse é o que mais acredito. Ele é especial por diversos motivos.
Sempre digo que não costumo por nada de mim nos livros, mas esse tem muito de mim.
O que tem de meu nesse livro é a minha Fé. Assim como muitos, já passei por situações onde tudo e todos pareciam estar contra mim, mas eu tive que fechar meus olhos e meus ouvidos para isso e olhar somente para o meu objetivo, e assim, conseguir alcançá-lo, usando unicamente minha Fé e confiança.
Isso fica bem retratado no livro através das situações enfrentadas pelo personagem Arthur, onde suas convicções são levadas ao extremo nas lutas que ele enfrenta.
La Frontera é um livro mais adulto do que os outros dois. Meu Coração de Criança retratou bem a infância dos personagens e 29/02 era voltado ao público adolescente. Já La Frontera é sobre adultos jovens e fala sobre problemas de relacionamento, entre outras coisas.

Sinopse:
A história começa quando Arthur e seus dois irmãos: Amanda e Alberto, se mudam de Londrina para Guaíra porque vão aprender a cuidar do engenho de erva mate do avô, que um dia será herança deles.
Quando o Arthur conhece a Jaqueline a aproximação é imediata. O problema é que ela é muito misteriosa e todas as referências que ele consegue sobre ela são ruins.
Arthur resolve então que não vai olhar para Jaqueline com os mesmos olhos que todos olham, vai enxergá-la por dentro e por isso, resolve ajudá-la. Mas tudo e todos parecem estar contra ele, inclusive a própria Jaqueline. Quanto mais ele descobre coisas sobre a vida dela, pior fica a situação e os problemas dele só vão aumentando.
O que eu quero que as pessoas pensem ao ler o livro é:
Será que no lugar do Arthur você agiria como ele?
Será que você consegue se colocar no lugar da Jaqueline e entender o porquê das atitudes dela?
Você enxerga as pessoas por dentro?

O título:
La Frontera não é um título simplesmente referente à fronteira do Brasil com o Paraguai (lugar onde se passa a história) mas é sobre a fronteira invisível que o Arthur tem que atravessar para entrar na vida da Jaqueline. Ele tem que enfrentar o medo, a dúvida e todas as vozes negativas (das pessoas e da cabeça dele) que sempre o alertam de que a Jaqueline irá arruiná-lo. Quando ele atravessa essa fronteira e atinge o território da certeza, ou seja, da Fé, ele tem que lutar para alcançar seu objetivo.

O Paraguai:
A pergunta que mais me fizeram foi:
POR QUE O PARAGUAI? KKKK
Resposta: Já faz muuuito tempo que gostaria de escrever algo sobre o Paraguai, um país que, na minha concepção é muito injustiçado. Nós brasileiros temos uma visão de lá que não é muito condizente com a realidade. O Paraguai não se resume a comércio de eletrônicos, bugigangas, contrabando de cigarros e tals. Tem isso? Tem. Mas tem muito, muito mais.
O Paraguai não é só aquela fronteira com o Brasil, tem muito mais lá pra dentro e sempre que eu ia lá ficava com muita vontade de conhecer esse algo a mais.
Foi por isso que iniciei minhas pesquisas, não só na internet, mas também com meus parentes, pois quase toda a família do meu pai vive lá. E todos meus conhecidos que já foram lá eram "vítimas" dos meus questionamentos kkk.
Enfim, aprendi muito sobre o Paraguai e o resultado está em La Frontera. Desde as características dos personagens (a Jaqueline tem cabelos pretos e compridos, o traço mais marcante da fisionomia das paraguaias. 90% delas são assim kkk) Até algumas citações de receitas típicas, locais e costumes.

Os nomes dos personagens:
Vieram de uma pesquisa em um grupo do Paraguai no Facebook, onde peguei os nomes mais comuns por lá, (como por exemplo Ramón, Antonella, Cristiano, Miguela, e claro, a personagem principal Jaqueline, que a princípio seria Jacqueline, que é como escrevem no Paraguai, mas achei que dificultaria para os leitores).
Os outros nomes, usei um recurso que sempre uso para me ajudar na minha falta de criatividade: nomes de crianças (Arthur, Amanda, Samira, Guilherme). Já o nome do irmão do Arthur, Beto, veio de uma música.

Curiosidades:
La Frontera foi escrito em tempo recorde: de 02/11/2016 a 28/11/2016 (exatos 26 dias e nem eu acreditei nisso). Fluiu de um jeito sobrenatural mesmo e eu nunca escrevi sem fazer uma oração antes. Tenho certeza que veio de Deus.
Entrei em uma página do Paraná para observar o sotaque de lá e somado a isso, lembrei de várias pessoas que conheço de lá e de como falam. Você vai perceber no texto o "piá" e o "daí" kkk.
Os trajetos de viagens que os personagens fazem dentro do Paraná e do `Paraguai eu também fiz durante a história usando o Google Maps kkk.
A maioria dos locais citados realmente existem e eu os conheço bem, como a ponte pênsil, o esconderijo secreto e etc etc.

Inspiração:
Pessoas ao meu redor, sempre. Tudo se torna inspiração. Claro que há uma dose alta de exagero da realidade, se assim não fosse, não seria ficção, não é verdade?
Mas minha maior inspiração sempre foi, é, e será minha Fé.
Tenho certeza que quando vocês lerem o livro vão se sentir dentro da história e vão pensar muito sobre isso depois. A visão de vocês vai se abrir para muita coisa e espero encorajar a todos para atravessarem suas fronteiras.

Adiós, amigos! kkk.

Veja o booktrailer no youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=yY8MSUVg8qo