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No Wattpad, existe a opção de selecionar um elenco para a história do livro.
Este foi o elenco selecionado para a trilogia La Frontera. Você concorda ou discorda?

Jaqueline Benitez Velásques (Aley Underwood)


Arthur Torres (Leonardo DiCaprio)

Conde (Sérgio Marone)

Alberto Torres - Beto (Bubba Lewis)

Amanda (Giovanna Lancellotti)



Yngrid (Sharon Capó)

Pastor Péricles (Joshua Weigel)

Cristiano Velásquez (Antonio Banderas) 

Agatha (Hillary Duff)

Miguela (Lucila Godoy)

Antonella (Kim Hidalgo)

Daniel (Aaron Carter)

Ramón (Steven Crowder)

Vini (Randy Wayne)




Ciúme é um assunto polêmico e não é à toa. Afinal, existe o lado bom e o lado ruim. Vamos falar rapidamente sobre ambas agora:
O lado bom:
Ninguém gosta de estar em um relacionamento com uma pessoa que não está "nem aí" não é
verdade? Uma pessoa que não se preocupa, não zela, que não se importa com o que você faz, fala ou pensa. Portanto, o lado bom do ciúme é o chamado "zelo", ou seja, o cuidado de um para o outro e o cuidado com o relacionamento em si, inclusive evitando o surgimento de ervas daninhas, que são pessoas ou situações (oi, redes sociais!) que podem prejudicar a relação.
A Bíblia fala até que Deus sente ciúmes de nós. Ou seja, quando damos mais atenção a outras coisas (nossas vontades erradas, religiosidade, falsos deuses, etc) e deixamos de colocá-Lo em primeiro lugar, Ele sente ciúmes, pois nos criou para que O priorizássemos em nosso coração, pensamentos e ações.
É tipo quando você namora alguém e aquela pessoa só fica no celular trocando mensagens com outras, ou fica postando fotos inconvenientes e não te dá a devida atenção. Você vai sentir um ciúme justo, causado pela falta de zelo por parte do outro, pela falta de cuidado com a relação.
O lado ruim:
Se o ciúme bom é justificado por ser um cuidado com a relação, o que chamamos de zelo, o ciúme ruim é injustificado. Na verdade ele é caracterizado por um sentimento de posse.
Neste caso, o ciumento pode ser chamado de possessivo, pois é alguém dominador, controlador, que desconfia sem motivos, que prende, que bloqueia, e em alguns casos chega a ter atitudes extremistas.
Esse ciúme pode ser causado pelos seguintes fatores:
Insegurança: a pessoa é tão insegura quanto a si mesma que sempre pensa que o outro pode encontrar alguém melhor e mais interessante, ou seja, está sempre esperando o pior. Por isso passa o dia ligando, mandando mensagens, com um sentimento de apreensão. Quando não correspondida, fica num estado de preocupação extrema, achando que foi traída, ou que o outro está dando mais atenção a alguém do que a ela.
Infidelidade: a pessoa infiel acha que todos são infiéis. A pessoa que trai acha que todos traem. Talvez essa pessoa tenha cometido um delito que até então nunca foi descoberto, e que por sinal, ela também nunca teve coragem de admitir. Devido a isso está sempre pensando que pode ser traída a qualquer momento, por isso vive desconfiando de tudo e de todos.
Por ter enganado o outro, está sempre achando que pode ser enganada também.
Filhinho de papai: Pessoas que conseguem tudo fácil na vida geralmente se tornam muito egoístas e possessivas, tratando pessoas como os vários brinquedinhos que ganharam sem merecer ao longo da sua infância. Taí a importância de se conhecer bem a pessoa com quem pretende se casar.
O rapaz que vive dando desculpas para não ter um emprego, que aos 18 anos ganha um carro do papai sem nunca ter pegado no pesado, que não sabe fazer nada sem a ajuda da mamãe, tem uma grande predisposição a ser um ciumento possessivo. Ele acha que tudo é dele, que tudo pode ser conquistado fácil e não aceita perder, não aceita ficar para trás.
Por isso, ele não aceita perder um relacionamento (não por amor, mas por orgulho) e pensar na possibilidade de perda o assusta demais. Assim, ele gera um ciúme doentio pela outra pessoa, com medo de ser visto pelos outros como um perdedor.
Esse tipo de ciumento mantém um relacionamento por anos, geralmente sem um compromisso mais sério (casamento) pois o medo da perda é maior do que qualquer outra coisa. Ele jamais aceitaria perder ou ser traído estando dentro de um casamento, por isso prefere se manter no estado "enrolação". Assim como o inseguro e o infiel, está sempre esperando pelo pior, mesmo que a outra pessoa não dê motivos para isso.

O fato é que estar em um relacionamento com um destes três tipos de pessoa é muito difícil. Viver sob o domínio de alguém desconfiado é muito difícil. É necessário coragem para terminar o relacionamento (que não é saudável e faz mal aos dois) e procurar a cura interior antes de qualquer outra coisa.
No livro Namoro Blindado, Renato e Cristiane Cardoso podem ajudar você nessa e em mais diversas questões sobre relacionamento.
Ciúme em excesso é um problema grave, relacionamentos assim nunca terminam bem. Por isso, procure a solução antes que seja tarde, caso esteja vivenciando esta situação.


Oi, galera, tudo bem com vocês?
Algumas pessoas não conseguiram assistir o live de lançamento do La Frontera e me pediram uma maneira de ficar por dentro das curiosidades e respostas que eu dei sobre o livro. Não consegui achar forma melhor do que fazendo um post sobre isso. Então vou tentar dar uma resumida no que falei no live e responder as perguntas que me fizeram, ok?

Sobre mim:
Bom, no live eu contei um pouquinho da minha história e do motivo que me leva a escrever livros, pois é algo que as pessoas estão sempre sempre me perguntando kkk.
Eu acho que nasci para escrever. Aprendi a ler cerca de dois anos antes de ir para a escola, em casa, com a ajuda da minha tia Leandra. Eu acho que aprendi a ler de tanta vontade que eu já tinha de escrever. Meu sonho era produzir gibis, mas como eu nunca tive habilidade para desenhar, assim que aprendi a escrever comecei a fazer livrinhos de histórinhas sem desenhos mesmo, cujos personagens eram meus amiguinhos da época.
Na segunda e terceira série, minhas professoras gostavam tanto das minhas histórinhas que levavam para ler em outras salas. Ganhei concursos de redação na quarta e sexta série. Escrevia os teatros da minha sala na quarta série. Enfim, toda a minha infância foi cheia de atividades de escrita, sempre gostei muito, o que me leva a crer que esse é o meu dom.
Acredito fielmente que todo mundo tem um dom. Há pessoas que ainda não descobriram o seu, mas isso não significa que não tenham, só falta acontecer a descoberta. E também acredito que quando você descobre o seu dom, deve usá-lo para o benefício das pessoas, deve usá-lo para coisas positivas, e é o que tento fazer com meus livros.
Não foco no retorno financeiro, tanto que disponibilizo o conteúdo dos livros gratuitamente no wattpad e no site da editora. O que realmente quero é levar as pessoas a uma reflexão. É por isso que escrevo.

Sobre "La Frontera":
Entre os três livros que lancei até hoje, esse é o que mais acredito. Ele é especial por diversos motivos.
Sempre digo que não costumo por nada de mim nos livros, mas esse tem muito de mim.
O que tem de meu nesse livro é a minha Fé. Assim como muitos, já passei por situações onde tudo e todos pareciam estar contra mim, mas eu tive que fechar meus olhos e meus ouvidos para isso e olhar somente para o meu objetivo, e assim, conseguir alcançá-lo, usando unicamente minha Fé e confiança.
Isso fica bem retratado no livro através das situações enfrentadas pelo personagem Arthur, onde suas convicções são levadas ao extremo nas lutas que ele enfrenta.
La Frontera é um livro mais adulto do que os outros dois. Meu Coração de Criança retratou bem a infância dos personagens e 29/02 era voltado ao público adolescente. Já La Frontera é sobre adultos jovens e fala sobre problemas de relacionamento, entre outras coisas.

Sinopse:
A história começa quando Arthur e seus dois irmãos: Amanda e Alberto, se mudam de Londrina para Guaíra porque vão aprender a cuidar do engenho de erva mate do avô, que um dia será herança deles.
Quando o Arthur conhece a Jaqueline a aproximação é imediata. O problema é que ela é muito misteriosa e todas as referências que ele consegue sobre ela são ruins.
Arthur resolve então que não vai olhar para Jaqueline com os mesmos olhos que todos olham, vai enxergá-la por dentro e por isso, resolve ajudá-la. Mas tudo e todos parecem estar contra ele, inclusive a própria Jaqueline. Quanto mais ele descobre coisas sobre a vida dela, pior fica a situação e os problemas dele só vão aumentando.
O que eu quero que as pessoas pensem ao ler o livro é:
Será que no lugar do Arthur você agiria como ele?
Será que você consegue se colocar no lugar da Jaqueline e entender o porquê das atitudes dela?
Você enxerga as pessoas por dentro?

O título:
La Frontera não é um título simplesmente referente à fronteira do Brasil com o Paraguai (lugar onde se passa a história) mas é sobre a fronteira invisível que o Arthur tem que atravessar para entrar na vida da Jaqueline. Ele tem que enfrentar o medo, a dúvida e todas as vozes negativas (das pessoas e da cabeça dele) que sempre o alertam de que a Jaqueline irá arruiná-lo. Quando ele atravessa essa fronteira e atinge o território da certeza, ou seja, da Fé, ele tem que lutar para alcançar seu objetivo.

O Paraguai:
A pergunta que mais me fizeram foi:
POR QUE O PARAGUAI? KKKK
Resposta: Já faz muuuito tempo que gostaria de escrever algo sobre o Paraguai, um país que, na minha concepção é muito injustiçado. Nós brasileiros temos uma visão de lá que não é muito condizente com a realidade. O Paraguai não se resume a comércio de eletrônicos, bugigangas, contrabando de cigarros e tals. Tem isso? Tem. Mas tem muito, muito mais.
O Paraguai não é só aquela fronteira com o Brasil, tem muito mais lá pra dentro e sempre que eu ia lá ficava com muita vontade de conhecer esse algo a mais.
Foi por isso que iniciei minhas pesquisas, não só na internet, mas também com meus parentes, pois quase toda a família do meu pai vive lá. E todos meus conhecidos que já foram lá eram "vítimas" dos meus questionamentos kkk.
Enfim, aprendi muito sobre o Paraguai e o resultado está em La Frontera. Desde as características dos personagens (a Jaqueline tem cabelos pretos e compridos, o traço mais marcante da fisionomia das paraguaias. 90% delas são assim kkk) Até algumas citações de receitas típicas, locais e costumes.

Os nomes dos personagens:
Vieram de uma pesquisa em um grupo do Paraguai no Facebook, onde peguei os nomes mais comuns por lá, (como por exemplo Ramón, Antonella, Cristiano, Miguela, e claro, a personagem principal Jaqueline, que a princípio seria Jacqueline, que é como escrevem no Paraguai, mas achei que dificultaria para os leitores).
Os outros nomes, usei um recurso que sempre uso para me ajudar na minha falta de criatividade: nomes de crianças (Arthur, Amanda, Samira, Guilherme). Já o nome do irmão do Arthur, Beto, veio de uma música.

Curiosidades:
La Frontera foi escrito em tempo recorde: de 02/11/2016 a 28/11/2016 (exatos 26 dias e nem eu acreditei nisso). Fluiu de um jeito sobrenatural mesmo e eu nunca escrevi sem fazer uma oração antes. Tenho certeza que veio de Deus.
Entrei em uma página do Paraná para observar o sotaque de lá e somado a isso, lembrei de várias pessoas que conheço de lá e de como falam. Você vai perceber no texto o "piá" e o "daí" kkk.
Os trajetos de viagens que os personagens fazem dentro do Paraná e do `Paraguai eu também fiz durante a história usando o Google Maps kkk.
A maioria dos locais citados realmente existem e eu os conheço bem, como a ponte pênsil, o esconderijo secreto e etc etc.

Inspiração:
Pessoas ao meu redor, sempre. Tudo se torna inspiração. Claro que há uma dose alta de exagero da realidade, se assim não fosse, não seria ficção, não é verdade?
Mas minha maior inspiração sempre foi, é, e será minha Fé.
Tenho certeza que quando vocês lerem o livro vão se sentir dentro da história e vão pensar muito sobre isso depois. A visão de vocês vai se abrir para muita coisa e espero encorajar a todos para atravessarem suas fronteiras.

Adiós, amigos! kkk.

Veja o booktrailer no youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=yY8MSUVg8qo

Thaís estava com 15 anos, primeiro colegial e era motivo de piada na sala. Afinal, era a única "BV" entre todas as outras e, por algum motivo, todos sabiam disso. Talvez por seu jeito tímido e por não dar liberdade aos rapazes.
Ás vezes era muito difícil passar por tudo isso. Sozinha, em casa, à noite, ficava pensando em como poderia deixar de passar por essas humilhações. Será que era melhor acabar ficando logo com um menino só para não ser mais chamada de BV? Mas eles não eram nada do que ela sempre sonhou: falavam tantas asneiras a respeito das mulheres, de forma machista e desrespeitosa. Thaís não conseguiria se submeter a isso.
Ficava pensando se, em algum lugar do mundo, ainda existira algum rapaz que levasse a sério um compromisso, que saberia esperar, que a respeitasse e que não saísse por aí beijando todo mundo até encontrar uma garota certa, como se fossem automóveis prontos para teste drive.
A cada dia que passava, as esperanças de Thaís diminuíam, os rapazes a decepcionavam cada vez mais.
Na igreja o pastor de jovens sempre falava sobre a importância de esperar e de priorizar o encontro com Deus. Thaís pensava por que parecia tão simples quando ele falava.
Mas foi em um dos encontros de jovens que Thaís conheceu Fábio. Atencioso, engraçado, levava sua Fé muito a sério e parecia muito mais responsável do que os outros garotos de 16 anos. Estudava, trabalhava, queria fazer faculdade e ter seu próprio negócio.
Quando começaram a conversar a afinidade fluía por todos os lados. Quando se despediam para ir embora já não viam a hora de se encontrar de novo. Se tratavam com respeito, as horas gastas com simples e pura conversa pareciam ser a melhor coisa que se havia para fazer juntos.
Fábio acabou se declarando e Thaís o fez passar pela prova de fogo: esperar. Se ele fosse capaz de esperar para namorar, seria capaz de conseguir qualquer outra coisa.
A espera foi longa e paciente, sem beijo, sem proximidade. Apenas um desvendando o outro pela conversa e pelo comportamento. Thaís viu que Fábio não a forçava a nada, tinha a mesma paciência que Jacó teve para esperar Raquel. Era a prova de que ela precisava, ele era forte, era fiel.
Gastaram esse tempo juntos se preparando para o namoro e conhecendo cada vez mais a Deus. E antes dos 20 anos, oficializaram o namoro que seria a preparação para o tão esperado casamento.
O primeiro beijo foi melhor do que Thaís sempre planejou: sob a luz da lua, com respeito e com alguém que não estava apenas a testando, mas fazendo daquele gesto um compromisso para o resto da vida.

Leia também: Namorar cedo.
Thaís era uma menina tímida do interior como tantas outras. Mas sua beleza chamava a atenção dos garotos e ela estava bem ciente disso.
Por causa da timidez, procurava não dar ouvidos aos elogios que recebia. O medo que sentia da reação dos pais também era algo que a impedia de ir na onda dos garotos. Os pais eram rígidos e não gostavam que Thaís sequer conversasse com eles.
Mas, aos 13 anos, numa festa de aniversário de uma colega de classe, Thaís teve sua primeira experiência com um garoto de 15. Foi seu primeiro beijo.
Dali em diante, ficar com um e com outro era rotina. Já que os pais não descobriram o que rolou no níver da amiga, certamente não descobririam as vezes seguintes. E de fato não descobriram.
Aos 14 anos, Thaís conheceu Fábio, por quem se interessou rapidamente. Os dois, inevitavelmente, acabaram ficando. Ao contrário dos demais garotos, Fábio ficou com Thaís por diversas vezes, sempre às escondidas, mas ela estava disposta a se arriscar, estava apaixonada.
Fábio, que tinha 16 anos, era mais experiente que os garotos anteriores. Já tinha namorado "sério" um tempo e por isso, se dispôs a assumir o relacionamento com Thaís, pedindo a permissão dos pais dela. Isso a impressionou completamente. Ele queria algo sério. Ele ia ter coragem de enfrentar o pai. "Ele é o cara certo" - ela pensava.
Permissão dada, Thaís começou a namorar aos 14 anos de idade. Imatura, insegura, movida por impulsos e emoções, uma adolescente típica. Sonhadora, pensava que iria se casar com Fábio um dia. Quando? Dali uns quatro anos, quem sabe, quando fosse maior de idade.
Ou então após terminar a faculdade (que ainda não sabia qual, mas sabia que ia fazer uma faculdade), quando ela e Fábio tivessem empregos estáveis e dinheiro. Planos eram o que não faltavam em sua mente tão jovem e tão iludida, pensando que tudo era tão simples e que o amor de um pelo outro os faria superar qualquer dificuldade.
Fábio aproveitava todas as oportunidades para declarar seus sentimentos a Thaís. Mensagens no celular e na internet, cartas, gritos no meio da rua. Ela estava nas nuvens.
Thaís já não precisava mais de suas amigas. Tinha Fábio e ele era seu namorado, melhor amigo e companheiro. Afastou-se de todas elas porque ele achava que as meninas poderiam falar sobre seus "concorrentes". Thaís não queria desagradar Fábio de jeito nenhum.
Por isso também não tinha mais nenhum contato com nenhum outro garoto, nem o mínimo contato. A não ser algum amigo de Fábio, com a presença dele e muitas restrições e vigilância.
Já não saía de casa aos finais de semana, pois seus compromissos se resumiam a um ir até a casa do outro. Não percebia o que estava acontecendo: estava perdendo os melhores anos de sua vida submetendo-se a uma reclusão, onde a exclusividade era toda de uma pessoa que, assim como ela, não tinha maturidade para entender o que era um relacionamento.
O tempo foi passando e o namoro seguiu em frente. Com o aumento da intimidade veio o início de uma vida sexual. Thaís e Fábio tinham certeza que iriam se casar, por isso não viam problema em uma entrega total, cheia de cumplicidade. A aliança de compromisso no dedo trazia a eles a sensação de que eram inseparáveis.
Também vieram os desentendimentos e as decepções quando começaram a conhecer os defeitos um do outro. Vieram as dúvidas se eram mesmo "a pessoa certa" e as comparações com outros casais. O relacionamento estava desgastado.
Thaís estava com 19 quando parou para pensar em seus últimos cinco anos. Não tinha amigas, não fazia outra coisa a não ser tentar agradar Fábio, não tinha perspectiva de futuro, dependia dele para tudo, não conseguia mais imaginar sua vida sem ele. Os planos para o casamento pareciam um grande engano, pois Fábio não trabalhava e não assumia responsabilidades. Como pensar em casamento assim?
Ela também não dava conta da própria vida, pois recorria sempre à ajuda da mãe para as mais simples tarefas. Como cuidaria de uma casa e de um marido?
Thaís pensou em terminar o namoro e ficar um tempo só, sem ter que se preocupar em dar tantas satisfações de sua vida. Pensou em voltar a ter amigas, voltar a ter liberdade, voltar a ter direito de ir e vir, já que Fábio tinha uma personalidade ciumenta e dominadora. Mesmo com essa vontade, não havia coragem. O fim do namoro parecia a amputação de um membro.
Foram tantos anos e tantas experiências juntos, suas famílias já eram ligadas. Mas Thaís não era feliz. Achou que a atenção que ganhava de Fábio iria preenchê-la, e até foi assim por um tempo, mas passou.
Enquanto pensava sobre o que fazer de sua vida, Thaís descobriu a traição. Jamais imaginaria isso de Fábio. Mas a infidelidade justificou o porquê de tanto ciúmes e sentimento de posse: ele não queria que ela fizesse o que ele fazia. Bem que diziam que quem muito desconfia é porque faz o que tanto teme.
Hoje Thaís está só e lamenta os anos perdidos com Fábio. Tudo teria sido evitado se não tivesse entrado em um relacionamento tão cedo, com tanta imaturidade.
Relacionamento é coisa séria, e você não pode se iludir. Entrar em um namoro por carência de atenção ou só para "arriscar" e ver se vai dar certo pode prejudicar o resto dos seus dias.
Namore quando tiver responsabilidade sobre sua própria vida, dinheiro, estabilidade, condições para se casar e maturidade (maturidade é saber lidar consigo mesmo e com os outros).
No próximo post, a história de Thaís e Fábio em uma versão em que dá certo.  

Leia também: Namorar cedo - outra versão.
Quando comecei a assistir esse filme, perguntei a mim mesma: para ou continua?
Nas primeiras cenas, sinceramente, achei que seria um filme chato. Até porque filme romântico não é muito a minha praia. Mas tenho que admitir que esse, de fato, me surpreendeu.
Não é aquele filme com pregações e cenas dentro da igreja, mas ainda assim é um filme cristão e de roteiro muito inteligente. As lições por ele transmitidas vêm de forma prática, com situações cotidianas e conflitos internos dos personagens.
Clay (Rik Swartzwelder) é um rapaz que tem uma má fama na pequena cidade onde vive. No passado ele aprontou muito, desrespeitando as mulheres de todas as formas possíveis, inclusive uma ex-namorada. Assim como o povo da cidade não esqueceu o passado de Clay, ele também não esquece e não se perdoa, achando que merece ficar sozinho o resto de sua vida. Mesmo havendo se convertido ao cristianismo e mudado suas atitudes, seu passado ainda lhe traz pensamentos negativos, dúvidas e acusações. E apesar de conhecer a Palavra de Deus (ele cita a passagem de 2Coríntios 5:17 que fala sobre a nova vida), Clay ainda não conseguiu se libertar de seus traumas e aceitar o perdão de Deus.
Por outro lado, temos Ambar (Elizabeth Roberts), uma moça que diz acreditar em Deus mas não praticar essa crença. Ela afirma não acreditar em toda a Bíblia e confessa não procurar seguir aquilo que agrada a Deus. Ela é livre, não costuma criar raízes nos diversos lugares que conheceu.
Clay defende um relacionamento amoroso puro, sem relação sexual antes do casamento e sem tirar proveito um do outro.
A pergunta é: como duas pessoas tão diferentes conseguirão manter este tipo de relacionamento e ainda por cima, nos dias atuais? Parece impossível, não é mesmo? E realmente o filme mostra todos estes agravantes com muito realismo.
A fotografia do filme é incrível e a edição perfeita, mas isso requer atenção do público. A atuação dos atores também é muito boa e convincente.
Uma curiosidade é que "À Moda Antiga" foi lançado quase que ao mesmo tempo em que se lançou "50 Tons de Cinza", foi uma forma de divulgar o amor puro e os princípios cristãos em um período em que aberrações sexuais estavam sendo banalizadas e encaradas pelo mundo todo como normais.
Recomendo o filme "À Moda Antiga", é uma reflexão inteligente para solteiros e casados de todas as idades.