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"50 Tons de Cinza" (Fifth Shades of Grey) é um dos livros de maior sucesso mundial da atualidade. O curioso é o motivo deste sucesso.
O texto é ruim (não só pelo sexo explícito e pela violência) mas pela pobreza de conteúdo e falta de criatividade também. As críticas para o livro e para o filme foram as piores possíveis. Psicólogos, especialistas em literatura e cinema, estudiosos da escrita concordaram que o livro apoia a degradação do ser humano em todos os aspectos. Não há nada de virtuoso.
Você pode até dizer: mas no final da trilogia os personagens principais se casam e o Grey é mudado graças ao amor que a Ana sente por ele.
Balela. Primeiramente, não há amor em 50 Tons de Cinza, apenas patologias mentais, de ambas as partes. Um cara traumatizado que violenta mulheres e uma mulher traumatizada que se submete à tortura, não há nada de saudável ou de "amor" nisso. Eis o primeiro engano que alavancou as vendas do livro: um novo tipo de amor e de romance que na verdade é a mais absurda mentira.
Quantas leitoras enganadas achando que este tipo de "amor" também se encaixaria em suas vidas e mudaria seus maridos. Pura mentira.
Ademais, as pessoas se interessam por sexo gratuito, só isso já bastaria para que as vendas do livro e do filme fossem exorbitantes. O pior é que o sexo apresentado em 50 Tons de Cinza não é aquele que Deus deixou, ou seja, uma comunhão total entre um homem e uma mulher, onde se unem de corpo, alma e espírito, sem medo, sem culpa, e tornam-se uma só carne, ou seja, inseparáveis não só fisicamente, se tornam um só.
Não, neste livro/filme o sexo é um parque de diversões com brinquedos, instrumentos de tortura, egoísmo, violência macabra, prazer na dor e na humilhação, apenas a auto satisfação e mais nada. Consegue enxergar um rabinho do diabo aí? Eu consigo.
Fico pensando que, se as pessoas tivessem tanta curiosidade e interesse em ler outro livro, a Bíblia, certamente não seriam tão vazias e iludidas a ponto de achar que uma história nojenta como essa tenha alguma credibilidade. O vazio das pessoas hoje em dia é tão grande, que quanto mais suja é uma coisa, mais aguça sua curiosidade.
Se parassem para tentar conhecer um pouco da Palavra de Deus descobririam que este tipo de "amor" doente de 50 Tons de Cinza não cura nem transforma ninguém, saberiam que o único que tem poder para transformar uma vida por inteiro, preenchendo todo o vazio e transformando as "cinzas" em beleza e cores vivas é o Amor de Deus. Sim, aquele amor desinteressado, que dá sem esperar receber e que não faz ninguém sofrer. O Amor que sacrificou o próprio Filho para pagar nossas dívidas.
Pense nisso.
Pra quem ainda não sabe, "29/02" é o título do meu novo livro, que a propósito foi lançado ontem no 7º Salão do Livro de Presidente Prudente.
Tenho vários livros escritos, mas apenas dois publicados, sendo que o primeiro foi há um ano atrás, também no Salão, e se chama "Meu Coração de Criança". Você pode saber mais sobre ele clicando aqui, aqui e também aqui.
Mas vamos falar sobre 29/02. Foram tantas perguntas, mas tantas, que para facilitar a vida de todos os que possuem alguma curiosidade sobre o livro, vou responder todas aqui e agora. Vamos lá.


1- Por que o título do livro é uma data? (29/02)
Nas primeiras páginas da história já dá para o leitor entender por qual motivo escolhi esse título. A história é sobre a Vanessa, uma garota que nasceu em 29/02 e que portanto, só pode comemorar seu aniversário na data original nos anos bissextos. Mas num certo 29/02, quando ela comemorava seus 16 anos, algo diferente aconteceu e ela acordou só no próximo ano bissexto, com 20 anos e a vida totalmente bagunçada.

2- O que você pretende alcançar com os livros que escreve?
Eu atuo no trabalho com jovens há muito tempo, mas de 2010 pra cá eu tenho estado à frente deste trabalho e isso me rendeu experiências muito fortes. A adolescência e a juventude são períodos muito marcantes, com situações que envolvem tensão emocional, descobertas e escolhas que vão impactar o resto da vida da pessoa. Pensando nisso e pensando em um jeito de ajudar jovens de toda parte, que passam por situações que os impactam muito, eu resolvi investir na escrita, como forma de levar a eles uma mensagem de Fé e de responsabilidade com a própria vida.

3- Você vende bem seus livros?
No meu ponto de vista sim, pois quando vejo pessoas que não me conhecem comprando, acho muito bacana. Mas na verdade o meu foco não são as vendas, tanto que o livro está disponível para leitura online gratuitamente. O que eu observo mesmo é o número de visualizações, pois se cada pessoa que visualiza ler a história inteira e for ajudada de alguma forma, fico muito feliz com isso. Não me tornei escritora pensando em enriquecer com isso, mas pensando em levar essas histórias a todos, especialmente os jovens.

4- Em sua palestra ano passado no lançamento de Meu Coração de Criança você disse que suas histórias são como parábolas. Como assim?
O Senhor Jesus usava parábolas para explicar às pessoas sobre o Reino de Deus, pois sabia que essa era a forma mais fácil de fazê-las entender o que Ele estava dizendo. É claro que não estou me comparando com o Senhor Jesus, mas estou seguindo o exemplo. Se em Sua sabedoria Ele viu que o ser humano aprende melhor ouvindo histórias, então eu vou usar histórias para tentar passar algo de bom.

5- Da onde veio a ideia para 29/02?
Eu comecei a escrever essa história em 2013, na época estava fazendo um manuscrito dela. Mas acho que ainda não era o momento, pois não fluiu. Fiz umas seis páginas que não aproveitei em nada nessa nova versão. 
Eu gosto muito de falar sobre consequências, sobre você colher o que planta, seja bom ou ruim, e achei que essa coisa de viagem no tempo seria ótimo para falar disso. O que me fez quebrar a cabeça mesmo foi "como" fazer essa tal viagem no tempo.
Eu assisti De Repente 30 e um filme cristão chamado "E se você tivesse a segunda chance?" que me ajudaram a raciocinar melhor sobre isso. Também li o livro da Andressa Urach e pesquisei sobre o Michael Schumacher. Ai, falei demais. Kkkk.

6- Quanto tempo levou para escrever?
Um mês escrevendo e um mês e meio editando. Teoricamente foi bem rápido, mas é que eu já estava com todas as ideias prontas quando comecei, só precisava passar para o papel, e fiz isso nas férias de julho, quando tinha um pouquinho mais de tempo para isso. Em agosto e parte de setembro apenas editei e agora em outubro lancei.
Trabalho com metas em tudo na minha vida e cumpro meus horários dedicados à escrita bem certinho, por isso dá certo.
Além de tudo é um livro curto (77 páginas) se comparado ao meu primeiro lançamento (202 páginas).

7- Você já viveu alguma situação que acontece em 29/02?
Eu não costumo escrever sobre minhas próprias experiências. Acho que um escritor, acima de tudo, precisa ser um grande observador do comportamento humano, enxergar as pessoas como almas e não como números. Precisa entender porquê as pessoas são como são e lembrar que cada uma tem seu histórico, suas lutas, seus conflitos interiores e algo que torna cada um alguém único. Eu procuro olhar assim para as pessoas, depois eu só acrescento uma situação que talvez realmente aconteceu, um pequeno exagero para mais ou para menos, que é o que torna a história um conto de ficção, e finalmente a pergunta: e se? Com esses elementos é fácil construir uma história.

8- Tanto em Meu Coração de Criança quanto em 29/02 não há vilões. Por quê?
Ótima pergunta. Minhas histórias não tem vilões, acho isso muito clichê. Também não acho que podemos classificar as pessoas entre bons e maus, fazer uma caricatura delas como muitos livros, filmes e novelas fazem. Todo mundo tem defeitos e qualidades. E segundo a Bíblia, o ser humano tem uma inclinação natural para o mal, então acho que todo mundo é vilão, em maior ou menor proporção. Tirar a vida de uma pessoa é errado, mas fofocar também é. Os pequenos erros também causam mortes, que nem sempre são físicas.
Pensando nisso, eu não coloco vilões nas minhas histórias, pois os maiores inimigos que os personagens têm de enfrentar são eles mesmos, ou as consequências de suas escolhas erradas ou os enganos de seus corações. Não há nada mais real que isso. Acho que isso faz o leitor se aproximar da realidade da história e se identificar.

9- Ficção cristã é só para cristãos?
Não, ficção cristã é para todos que gostam de uma mensagem positiva. Eu quero que, ao terminar de ler um livro meu, as pessoas tenham esperança e acima de tudo Fé que podem dar um novo rumo às suas vidas, seja lá o que tiverem feito.
Todos podem ler, mas se a pessoa não crê em Deus realmente vai ficar difícil de entender a mensagem.

10 - Como adquirir ou ler o livro online?
Neste link da editora Bookess dá tanto para comprar como ler online:
http://www.bookess.com/read/27122-2902/






Sei que John Green tem muitos fãs, mas ainda assim, me arrisco a ser sincera na minha análise deste livro.
Cidades de Papel não é o tipo de livro que eu leria por livre e espontânea vontade, mas devido a um trabalho de curso, me aventurei nesta missão. Por outro lado, eu realmente queria saber porque John Green faz tanto sucesso entre o público jovem, e também queria saber a que se refere o título da história. Vamos por partes.
Cidades de Papel conta a história de Quentin, ou simplesmente “Q”, e sua vizinha misteriosa Margo. Como as típicas histórias adolescentes norte-americanas, Quentin é um cara comum, que apanha dos valentões, não é popular, não é galã, e tem um grupo de amigos com as mesmas características. Por outro lado, Margo é bonita, popular, conquista todos os garotos e inevitavelmente namora o mais popular de todos eles. Quentin e Margo eram amigos de infância, mas na adolescência cada um tomou seu rumo graças às diferenças de personalidade.
Certa noite, Margo aparece na janela do quarto de Quentin, convida-o para uma aventura e, depois disso, ela desaparece por dias. Quentin e seus amigos começam uma busca por Margo, encontrando-a transformada em uma mendiga. Vou parar por aqui.
Por que “Cidades de Papel”? Margo costuma dizer que as pessoas, as coisas, as cidades, são todas de papel quando quer dizer que são vazias, fúteis, superficiais. Não são o que parecem, não são o que alguém idealizou. Ela reconhece ser uma pessoa “de papel”, que vive preocupada com status, popularidade, festas, aparência e a opinião alheia. Este é o motivo que a leva a abandonar tudo e viver sua vida “livre”.
Pontos fracos do livro: a primeira baixa dessa história é excesso de palavrões. Como escritora, eu sei que os diálogos caracterizam os personagens, e que John Green queria caracterizar seus personagens adolescentes.  Mas achei desconfortável o número de palavrões e obscenidades que escapam da boca dos personagens.
Muitos vão dizer que é a realidade e blablabla. Mas isso é um estereótipo. Quer dizer então que todo jovem fala palavrão? Todo jovem é malicioso? Todo jovem relaciona tudo a sexo? Não. Com certeza não. Mas provavelmente livros como esse colaboram para a robotização dos jovens, incutindo em suas mentes que “isso é ser jovem”, isso é o normal e aceitável pela sociedade e é assim que tem que ser.
Sou contra o palavrão e a obscenidade. Em excesso então, me dá náuseas. Ler aqueles diálogos me dava vontade de lavar a boca daqueles meninos – e meninas, mais feio ainda! – com sabão de soda.
Outro ponto fraco: na tentativa de falar sobre a preocupação dos jovens com a popularidade e tantas coisas fúteis, Cidades de Papel acabou se resumindo a isso. Não fica nenhuma lição, nenhum aprendizado, nada que te faça pensar depois. Você é a mesma pessoa antes e depois do livro.
O assunto poderia ser muito bem explorado, mas não. As pessoas são “de papel” e continuam sendo, inclusive Margo, que foge em busca de preencher seu vazio. Os personagens demonstram um egoísmo nebuloso, que nem todo leitor percebe, e a história termina assim, cada um pensando em sua satisfação pessoal e só. O interesse próprio é o que vale.
Vi comentários sobre o livro que diziam: “história sobre o verdadeiro amor”, “história sobre a verdadeira amizade”, e das duas uma: ou essas pessoas estão equivocadas ou é melhor não termos esse tipo de amor e de amigos, que apenas nos sugam e vão embora.
Mais um ponto fraco: usar citações bíblicas em vão. Os norte americanos são muito conhecedores e pouco praticantes da Bíblia. Como cristã, não aceito que algo sagrado seja usado em vão.
A personagem Margo usa passagens bíblicas de forma distorcida, para justificar a criação de uma lei própria de vingança contra seus “amigos”. Egoísta? Você não viu nada.
Pontos fortes: sinceramente, não achei. Mas o que aprendi com este livro é que a receita dele para o sucesso é a mesma de Hollywood: adolescentes estereotipados. O nerd, a patricinha, o valentão, baile de formatura, bebedeira, sexo sem compromisso, bullying,  e tudo aquilo que você já viu nos blockbusters desse tipo.
A juventude de hoje merece mais. Por isso que muitos jovens se resumem a isso. É uma pena.


1- Na ideia original, por volta de 2013, a história iria se chamar “Pai e Filha”. Mas o título ficou muito vago e por isso foi descartado, até mesmo como título provisório.

2- A ideia do título “Meu Coração de Criança” veio da música “Salva-me de Mim”, do cantor Beno César. A música é inclusive citada na história e inspirou também algumas falas dos personagens.

3- Uma das manias das crianças nos anos 90 era ir ao circo ver animais como elefantes, leões e macacos. Essa mania é citada com ênfase na história.

4- Quem prestar atenção nos detalhes vai notar a citação da Copa de 1994, as Olimpíadas de Atlanta em 1996 e o começo da circulação do Real como moeda nacional.

5-Super Trunfo, Pega Varetas e Mola Maluca são alguns dos brinquedos que aparecem na história e que eram moda nos anos 90.

6- Quando os personagens são pré adolescentes a história mostra que o que fazia sucesso na época eram as Spice Girls.

7- Na cena do Bungee Jumping, a orientação dada pela instrutora Elaine ao Maycon é verdadeira: iniciantes no esporte vão presos pela cintura e o peito, ficando meio sentados no fim do salto.

8- O capítulo “A Vida não tem lado B”, refere-se às falas do personagem Ricardo no mesmo capítulo, e também é uma homenagem às famosas fitas K7 dos anos 90.

9- Hipoteticamente, a fase adulta dos personagens ocorreria em torno do ano 2009.

10- O personagem Ricardo cita duas músicas na história, “Broken Wings”, do Mr Mister: “pegue suas asas quebradas e aprenda a voar de novo”. E “Life”, do Haddaway: “a vida nunca será a mesma, a vida está mudando...”
Amor de Redenção é um livro da escritora americana Francine Rivers, escrito há mais de vinte anos, mas que nunca torna-se desatualizado, até porque é uma história de época, retratando a corrida do ouro na Califórnia em 1850.
Fala da história de amor entre o fazendeiro Michael Hosea e a prostituta Angel, baseando-se na história bíblica de Oséias e Gômer.
Na minha opinião, este não é um livro para qualquer pessoa. As intenções da autora foram as melhores, mas a intenção do leitor também tem que ser. O objetivo principal da história foi mostrar o amor sacrificial do Senhor Jesus por cada um de nós, pecadores, e isto é visto na história pelo amor incondicional de Michael por Angel, mas o leitor tem que ter esta sensibilidade.
Resumo:
Angel tem uma infância terrível: o pai era casado e sua mãe era apenas a amante dele. O pai deixa claro que ela nunca deveria ter nascido. Aos oito anos, Angel já era uma pequena orfã e foi vendida para a prostituição. Sua adolescência se resumiu em abusos, violência e sucessivas perdas das poucas pessoas com quem se apegou.
Aos dezenove anos, ela foi vista por Michael Hosea, um homem de Fé, que imediatamente teve certeza que deveria se casar com ela, não por sua beleza, mas por um propósito divino.
Michael inicia então, uma terrível batalha para que Angel venha superar seus traumas e seu passado, mas ela simplesmente não quer lutar, quer apenas viver a mercê de seus pensamentos negativos.
O amor sacrificial de Michael, aliado a sua Fé inabalável em Deus, vão dando a ele forças para, no dia a dia, vencer os inimigos invisíveis de Angel e todo o preconceito de uma sociedade conservadora, que não acredita em redenção e recomeço.
Pontos positivos e negativos:
- A autora deixa claro que somente o amor não seria capaz de vencer uma batalha estritamente espiritual, isso só se torna possível com o uso da Fé.
- A autora mostra o que é o verdadeiro amor: aquele que sacrifica, que dá sem esperar receber nada de volta.
- O personagem Michael é um homem exemplar: íntegro, fiel e convicto. Mas não é perfeito. A história mostra que ele é um ser humano como qualquer outro, com defeitos e fraquezas.
- A autora descreve em diversas cenas o ato sexual, mas consegue fazer isso sem que fique vulgar ou apelativo. Ela consegue transmitir a mensagem de que Deus criou o sexo para ser algo prazeroso entre um casal casado, uma entrega total e expressão máxima do amor.
Deixa claro também que Deus não vê o sexo como pecado, desde que dentro do casamento, e também não apenas como prazer carnal, mas uma união completa e espiritual.
- Com tantos livros poluindo a mente das pessoas, transmitindo uma ideia errada sobre o sexo e o casamento, Amor de Redenção conseguiu mostrar a visão de Deus para este assunto.
- Ao ler o livro você aprende a ver as pessoas por dentro, entender suas atitudes como fruto de seu passado, e entende que a Salvação que o Senhor Jesus oferece é para todos.
Agora os pontos negativos:
- Angel ouve constantemente uma voz negativa em sua mente. Para um leitor mas esclarecido, fica claro que é a voz do diabo. Porém, na história, entendemos que é apenas a voz de Duke, um personagem malvado e sem escrúpulos.
- A personagem Miriam é um poço de emoções sem fundamento. Uma menina chorona e louca para casar, que, ao meu ver, não serve de exemplo para ninguém kkk. A autora tentou fazer com que os leitores se simpatizassem com essa personagem, mas no meu caso, não funcionou.
- Como disse no início, este não é um livro para qualquer pessoa. Angel era uma prostituta e, suas atitudes são mostradas em detalhes. A vida sexual entre ela e Michael também. Francine Rivers sabe descrever bem emoções e sentimentos. Mas um leitor desavisado, que está apenas em busca de simples emoção, pode ficar focado nisso, sendo que o foco da história é outro.
Considerações Finais:
Lendo Amor de Redenção vi que os personagens foram muito bem construídos. Francine Rivers realmente sabe do que está falando.
Algumas falas de Angel lembram muito os relatos de Andressa Urach em seu livro: Morri para Viver.
Um filme sobre o livro Amor de Redenção está sendo produzido nos Estados Unidos, com previsão de lançamento para o ano que vem. Há muitas especulações e muito mistério em torno dos atores do filme, mas por enquanto, o que está sendo mais cogitado é o ator Jim Caviezel como Michael Hosea.
Se você não está em busca de apenas emoção, mas de um livro que fala sobre o poder da Fé, o triunfo do amor e a visão que Deus tem para cada alma perdida, Amor de Redenção é uma boa pedida.

Vejam aqui o que a Cristiane Cardoso diz sobre Amor de Redenção:
http://blogs.universal.org/cristianecardoso/pt/primeiro-romance/


Se você não sabe o que é ficção cristã, está na hora de saber (rsrs).
Seguem agora algumas respostas sobre o assunto:

O que é ficção cristã?
As obras de ficção cristã são aquelas que transmitem os valores cristãos em seu contexto. Hoje em dia há obras de ficção cristã na literatura, no cinema e na televisão.
Podemos citar como exemplos de ficção cristã os filmes dos irmãos Kendrick: A Virada, Desafiando Gigantes, Prova de Fogo.
Na televisão, temos por exemplo a novela “Os Dez Mandamentos”, que conta uma história baseada em fatos reais, mas que também inclui elementos de ficção no contexto.
Na literatura há vários títulos de ficção cristã, nacionais e internacionais, sendo que um dos mais conhecidos é “Amor de Redenção”, da escritora Francine Rivers.

O que não é ficção cristã?
Em se tratando da literatura, não são aquelas obras doutrinárias, nem que defendem uma instituição, denominação ou uma religião em si. A ficção cristã apenas apresenta, ainda que de forma sutil, os ensinamentos de Cristo, que são: o amor a Deus acima de tudo, o amor ao próximo, o perdão, a redenção, a Fé e a Salvação.

A quem se destina a ficção cristã?
A todos, independente de sua crença, se têm ou não religião. Todos aqueles que procuram histórias com valores positivos certamente irão se identificar com esse gênero.

Valores cristãos:
Em um mundo onde a violência, o egoísmo e a falta de compreensão tem aumentado a cada dia, os valores cristãos anteriormente citados são muito bem vindos. Por isso a importância desse tipo de literatura chegar até os jovens e até mesmo às crianças.

Jesus ensinava através de parábolas:
As histórias sempre tiveram um alto grau de influência sobre o ser humano, desde a antiguidade. As pessoas sempre procuram alguém com quem se identificar.
Prova disso é que Jesus usava parábolas para ensinar seus seguidores. Por diversas vezes, quando multidões o ouviam, Ele contava alguma história (parábola) para dar um exemplo de alguma situação e, dessa forma, ensinar sobre o perdão, a Salvação e outros valores.

A importância da ficção cristã para o jovem leitor:
É de suma importância termos “parábolas modernas” para construirmos uma sociedade mais pacífica e justa. Não quero dizer com isso que as parábolas de Jesus estejam ultrapassadas. Não! De forma alguma!
Pelo contrário, elas são atemporais, serviram e sempre servirão para nos levar a profundas reflexões e mudanças de comportamento. Porém, precisamos seguir o exemplo de Jesus e continuar fazendo histórias com as quais as pessoas se identifiquem e reflitam sobre suas vidas.
Por isso é tão importante que os jovens leitores tenham contato com a ficção cristã, pois certamente serão valores que, independente da religião ou da crença, farão de todos cidadãos mais conscientes.




Essa noite terminei de ler a polêmica biografia de Andressa Urach, o livro: "Morri para Viver". Raramente um livro consegue me deixar tão pensativa como esse me deixou. 
Quando comecei a ler, confesso que em algumas partes tive vontade de parar. As descrições eram mais detalhistas do que imaginei, e cá entre nós, saber detalhes sobre pedofilia e prostituição não é a coisa mais agradável do mundo.
Mas ver a transformação da Andressa realmente compensa saber de todos os detalhes sórdidos. Não há como não atribuir a glória dessa transformação ao Espírito Santo, só Ele é capaz disso.
Somente conhecendo a história dela desde a sua terrível infância é que conseguimos entender como os espíritos imundos sempre a vitimaram, e como apenas o poder de Deus poderia redimi-la. É importante conhecer a história desde o início para que possamos prestar atenção nas crianças e adolescentes que o mal planeja destruir. Podemos chegar antes do tempo e fazer algo para ajudá-los.
Após páginas e páginas onde conseguimos ver nitidamente que o mundo e seus habitantes são mais frios e cruéis do que imaginamos, finalmente Andressa Urach aponta a saída: a Fé em Deus.
Uma história que tinha tudo para dar errado, mas tem um final feliz unicamente pela Fé.
Se você tem mais de 16 anos, aconselho que leia este livro. Ainda que não conheça Andressa Urach, conheça a história real que ela tem a contar e, acima de tudo, conheça o Deus que a salvou e quer te salvar também.

"Os sãos não precisam de médico, mas sim os doentes..." Marcos 2:4 
Continuei navegando pelo site citado no último post, e me deparei com outra autora divulgando sua obra.
Desta vez, não era uma adolescente de 15 anos, mas sim, uma senhora de meia idade. Ela escreveu algo seguindo a linha de "50 Tons de Cinza" e publicou uma entrevista só para maiores de 18 anos, que eu, apesar de maior de idade, não me interessei nem um pouco em ler.
Continuo afirmando o que disse no último post. Todo mundo tem o direito de escrever, liberdade de expressão, certo? Então, são os leitores que devem selecionar aquilo que lêem, pois há lixo por toda parte, inclusive na literatura.
Essa autora, disse que depois que leu 50 Tons de Cinza, resolveu por para fora tudo o que estava escondido dentro de si. Resolveu compartilhar coisas que mentes fracas e jovens correm o risco de engolir de boca aberta e morrer intoxicados.
50 Tons de Cinza e o livro dessa autora, propagam o desrespeito, a violência e deturpam o verdadeiro significado do relacionamento sexual.
Muitos podem até dizer: mas é apenas um livro, é ficção. Sim, pois é, mas a ficção influencia a realidade, e todos sabem disso.
Não é à toa que após o lançamento do livro e do longa metragem 50 Tons de Cinza, o número de adeptos às práticas sado-masoquistas aumentaram consideravelmente, bem como os casos de violência contra a mulher.
Culpa da história? Não. Culpa de quem se deixa influenciar por isso, culpa de quem deixa qualquer coisa entrar em sua mente.
Sempre haverá pessoas espalhando lixo por aí. Sempre haverá pessoas colocando para fora aquilo que há dentro de si e que nem sempre é bom. Essa é a liberdade de expressão que lutamos tanto para ter, direitos iguais.
Por isso que cabe a nós, e apenas a nós mesmos, selecionar o que lemos, vemos e ouvimos. Cabe nós escolher que tipo de influência queremos receber, positivas ou negativas.
A preocupação maior é com os jovens, mentes em formação. Mas já que somos livres para nos expressar, esta é a minha opinião, e quem concordar, reflita sobre isso. Selecione o que vai entrar em sua mente.

"Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é louvável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há, se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento."
Filipenses 4:8


Essa semana entrei em um site cujo objetivo é divulgar livros e autores pouco (ou nada) conhecidos. Não vou citar o nome do site porque não convém.
Enquanto navegava, vi duas coisas que me chamaram a atenção. A primeira, foi o depoimento de uma garota de 15 anos, que publicou seu primeiro romance e pelo jeito é bem querida entre os frequentadores do chat do site. Ela é admirada por ser tão jovem e já ser uma romancista.
Não li o livro dela, mas só de ler sua autobiografia, deu para ver que a menina realmente escreve bem e sabe usar as palavras. O problema foi o conteúdo.
A dita escritora relatou que escreve histórias adolescentes (você não achou que aos 15 anos ela fosse escrever outra coisa, né? Rsrs) e que se inspira em seu próprio histórico para por as ideias no papel. Até aí tudo bem.
O problema, é que ela se intitulou uma pessoa muito mal resolvida – o que é até bem comum na idade em que se encontra – disse também que é antisocial, problemática e até um pouco depressiva, e que escrever é um meio de escape, uma fuga da realidade, onde pode por suas amarguras no papel. Nada contra.
Ao ler a sinopse do livro dela, me deparei com uma personagem principal que tinha tudo para ser a própria autora: falava de uma garota de 15 anos – coincidência? – abandonada pela mãe, que perdeu sua melhor amiga tragicamente e que encontrou o “amor” nos braços de um cara mais velho, bonitão e sedutor, porém, muito misterioso e talvez perigoso. Bom, está bem nítido que a autora coloca muito da sua realidade e das suas vontades no livro.
O que quero que vocês entendam, é o seguinte: livros, assim como filmes, músicas e outras expressões criativas, trazem dentro de si o espírito de seus criadores. Não dá para você se envolver com uma história (seja ela de um livro, um filme ou uma música) e sair dela do mesmo jeito que entrou. Aquela história vai deixar alguma marca em você, seja essa marca boa ou ruim, mas vai.
Então, veja bem, essa autora de 15 anos, que se define como mal resolvida e problemática, também criou uma história com os mesmos adjetivos, e o espírito que está em seu livro é o mesmo que está nela.
De uma certa forma, ela irá compartilhar o que está dentro de si com seus leitores, que em sua maioria, têm a mesma faixa etária que a autora: em torno de 15 anos. E o problema não é expressar o que está dentro de si, pois todos temos liberdade de expressão, mas sim, em os leitores receberem algo negativo ao invés de positivo.
Os comentários que se encontram na sinopse são de adolescentes, em sua maioria meninas, dizendo que também se sentem rejeitadas pelos pais e que também gostariam de encontrar um “cara” como aquele. Percebe a influência?
Podem falar o que quiser, mas sou contra tudo aquilo que não acrescenta nada na vida de ninguém. Sou contra obras que apenas compartilham tristezas e frustrações e não dão esperança de como vencê-las.
Um livro como esse não acrescenta nada na vida dessas adolescentes, só criam fantasias e falsas expectativas. Só compartilham experiências ruins e uma falsa solidariedade do tipo: ao invés de parar de sofrer, vamos sofrer juntos. E tudo que gera sofrimento, ilusão e sentimentos negativos, para mim é lixo. E o lixo está em toda a parte, até na literatura.
Por falar nisso, tem a segunda coisa que me chamou a atenção neste site, mas que fica para o próximo post...


“A boca fala do que está cheio o coração”. Mateus 12:7
A "Troca de Livros" realizada pelo Força Jovem de Regente Feijó, rendeu boas resenhas e boas dicas. Uma delas, é essa, que foi feita pela meu irmão, Lick Araújo:

Como Fazer a Obra de Deus no Altar ou no Átrio (Bispo Edir Macedo) é um livro que exemplifica o valor e a honra de ser servo de Cristo. Apesar do título sugestivo, o livro não têm a intenção de servir como tutorial, mas pretende expor a posição do cristão diante do seu Senhor neste mundo e definir o seu santo trabalho, quer no altar quer no átrio. 

Muitos têm se equivocado e pensado que a obra de Deus é realizada apenas no altar. A obra de Deus na realidade é como um corpo em que cada membro tem a sua função bem definida. Quando esse membro não se afina com os demais, todo o corpo sofre e a obra de Deus fica emperrada.

“Porque, assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina, esmere-se em fazê-lo; ou o que exorta, faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.” (Romanos:12.4-8).

É importante destacar um trecho do livro que ressalta a importância de desenvolver a comunhão com o Espírito Santo, notoriamente o Bispo Macedo se preocupa com a Obra da Igreja Universal pois sabe que a mesma na realidade é a Obra de Deus:

"Quando o servo não conhece a vontade do seu Senhor fica desorientado e inseguro na fé. Ora, o Espírito Santo com certeza tem mais interesse em orientá-lo segundo a Sua vontade do que ele tem necessidade disso. Entretanto, o que mais tem acontecido é o servo inseguro pela falta de discernimento quanto ao seu papel na obra de Deus. Muitas vezes, por falta de orientação ou informação; outras tantas, por falta de realmente querer fazer aquilo que Deus quer que ele faça. Sendo assim, esperamos que esse trabalho venha ao encontro da necessidade de cada cristão, para que por si mesmo venha se enquadrar dentro da verdadeira vontade de Deus na sua vida."


Sempre gostei muito de ler. Tanto que aprendi a ler antes de ir para a escola, com uns 3 ou 4 anos, com a ajuda da minha tia Leandra.
Cresci lendo gibis e livrinhos infantis que pegava na biblioteca municipal. Além de ler, gostava muito de escrever, e minhas primeiras histórias escritas por pura diversão (sem obrigação escolar) datam dos meus sete anos de idade.
Assim foi até meus 15 ou 16 anos, quando na escola, os professores começaram a nos obrigar a ler os livros clássicos da literatura nacional. Tudo ia muito bem enquanto eu podia escolher os livros que queria ler, mas quando perdi essa liberdade e tinha que ler os tais clássicos para fazer relatórios, o que era um prazer tornou-se um pesadelo.
Os únicos livros que consegui ler até o fim, nesta época, foram Memórias de um Sargento de Milícias e A Moreninha. Os demais, confesso, não consegui chegar à metade. Muito menos após assistir às adaptações para o cinema dos mesmos, algo que também fomos obrigados a fazer na escola.
Vi muitos de meus colegas de escola perderem o prazer pela leitura pelo mesmo motivo que eu: como não podíamos escolher os livros que queríamos ler, geralmente não nos identificávamos com a história, não conseguíamos entrar dentro dela, a imaginação não fluía.
Muita gente gostava dos clássicos, é verdade. Mas muitos estavam no mesmo barco que eu.
Quando comecei a escrever profissionalmente, ficava envergonhada por não ter lido e gostado dos clássicos da literatura nacional. Pensava que, como eu poderia ser uma escritora sem ter devorado todos aqueles livros obrigatórios do colegial?
Foi aí que, para minha surpresa, descobri vários outros escritores, pessoas letradas e com formação reconhecidíssima que, assim como eu, não veem motivo para obrigar adolescentes e jovens que estão descobrindo o prazer de ler um livro a lerem o que não querem.
Como escritores, nós temos que ler de tudo um pouco, conhecer todos os gêneros literários, mas como leitores, nós não somos obrigados a ler nada, muito menos a gostar, só porque a maioria gosta ou porque é imposto.
Sou contra a atitude de alguns professores de literatura e língua portuguesa que escolhem os títulos para seus alunos e que os obrigam a ler livros que na maioria das vezes não irão se identificar de forma alguma.
A leitura prazerosa é aquela feita sem obrigação, espontânea, por livre escolha. Se quisermos formar uma geração de leitores críticos e com alta capacidade de compreensão, esse é o primeiro passo a ser dado: a liberdade de escolher o que se vai ler.
É necessário conhecer os clássicos da literatura nacional? Sim, claro, eles são fatores históricos na construção da língua, da cultura e da sociedade. Porém, para a leitura ser prazerosa é necessário essa liberdade que foi citada ao longo do texto e identificação do leitor com a história. Sem isso, ao invés da escola formar leitores, vai formar pessoas que fogem dos livros.

Por uma época eu estive assim, até descobrir histórias que me prendiam. Porém, essa descoberta foi feita fora da escola. Poderia ser diferente...

"A leitura de um bom livro é um diálogo interessante: o livro fala e a alma responde."
André Maurois - escritor francês.
No último sábado, após encontro da Força Jovem Universal, realizamos a primeira feira de troca de livros, com o objetivo de incentivar a leitura. Conforme pesquisa que eu mesma realizei com jovens de idades entre 13 e 30 anos, a leitura não é uma das principais atividades da maioria dessa faixa etária.
Então, que tal mudarmos um pouco dessa realidade? Sendo assim, vários jovens levaram diversos títulos para serem trocados com seus amigos e incentivarem os mesmos a embarcar em leituras saudáveis, que acrescentarão em suas vidas.


Em breve faremos o curso de redação criativa, também como forma de incentivo aos jovens que fazem parte dos projetos sociais realizados pela Força Jovem, e o pontapé inicial, será escrever sobre os ensinamentos adquiridos com os livros trocados na feira.
Você que está lendo esse texto, que tal fazer isso em sua cidade, escola ou igreja? Vamos formar uma geração de leitores?
Pode acreditar, é uma forma de melhorar a vida de muita gente.


"Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro." Henry David Thoreau - escritor americano.



Recentemente fiz uma pesquisa com jovens com idades entre 13 e 30 anos, que moram em diversas cidades e que possuem realidades muito diferentes.
A intenção da pesquisa era saber se são leitores ativos de livros de ficção, pois é o gênero com o qual eu trabalho.
Através dessa pesquisa, vi que a tecnologia tem chamado muito a atenção dos jovens, de forma que muitos acabam abandonando o hábito da leitura, ou até mesmo acabam nunca adquirindo este hábito.
Sabemos que o hábito de ler começa na infância, incentivado por pais e professores, sendo que na maioria dos casos, acompanha o indivíduo até a vida adulta, pois torna-se um prazer, um gosto, e não apenas um hábito.
Por outro lado, é fato que muitos que até gostavam de ler, acabam extinguindo esse hábito devido ao uso constante e recorrente da tecnologia, fazendo com que assim não haja tempo para ler.
Por mais que seja bacana usar o WhatsApp e redes sociais como Facebook, Twitter, Instagram e etc, nada substitui o prazer de ler. Ler é uma viagem sem sair do lugar, é o uso pleno da imaginação e da criatividade. É exercício mental para melhorar a memorização e a concentração. É aprender novos costumes, novas palavras, melhorar o português. Enfim, ler só traz benefícios.
Agora acompanhe os resultados da pesquisa, onde perguntei aos jovens se eles lêem, e se não lêem, por quê:
De 13 a 16 anos: a maioria prefere as redes sociais e o WhatsApp do que a leitura.
De 17 a 23 anos: muitos não lêem ficção porque são obrigados a ler os livros da faculdade e acabam não se interessando por outras leituras.
De 24 a 30 anos: muitos não lêem porque alegam falta de tempo, cansaço mental ou excesso de trabalho.

Está na hora de mobilizarmos os jovens a se tornarem leitores ativos. E o passo seguinte é ajudá-los a escolher bons livros. Mas isso é assunto para outro post.
E já que ler é tão benéfico, te deixo a pergunta: por que você não lê?



Tudo de bom que acontece começa na mente primeiro. (A Guerra e os Guerreiros - Provérbio X)
Jonas foi parar no ventre de um peixe (que muitos acreditam ser uma baleia, e talvez seja mesmo), como fruto de sua desobediência.
Lá ele pensava que poderia estar em Nínive, pregando arrependimento para aquelas pessoas conforme Deus havia lhe pedido. Mas peraí, se Deus estava tão disposto a perdoar aquela cidade, enviando-o para alertá-los, certamente também o perdoaria pela desobediência. – ele deve ter pensado (eu e minhas análises rsrs). Foi então que resolveu orar.
E o capítulo 2 do livro de Jonas tem a estrutura de um Salmo. É uma oração sincera de arrependimento que saiu do fundo do coração dele, o que fez com que fosse vomitado novamente em terra, tendo assim seu novo começo, sua nova chance.
No ventre do peixe, percebemos a aflição de Jonas. Imaginamos que sensação horrível seria estar lá. Pare e pense, já pensou você no estômago de um peixe? (blargh!)
E ao sair de lá, ele foi direto cumprir sua missão: anunciar à cidade de Nínive que dentro de 40 dias, Deus poderia destruí-la devido sua maldade. Todos naquela cidade voltaram-se para Deus, e ao invés de Jonas ficar contente, ele disse algo do tipo: poxa, Deus, o Senhor me manda ir lá em Nínive e falar para eles que serão destruídos e quando vou, o Senhor resolve não destruí-los mais?
Isso me fez pensar, pensar muito. Olha só, Deus perdoou a desobediência de Jonas, dando a ele uma segunda chance, mas quando resolveu também dar uma segunda chance ao povo de Nínive, Jonas achou que eles não fossem merecedores. Preocupou-se mais com sua reputação como profeta (pois em sua concepção, passaria por mentiroso) do que com a misericórdia para com os ninivitas. Foi então que veio a segunda lição de Deus em Jonas: a da planta.
Jonas ficou com uma espécie de gratidão por uma planta que Deus havia enviado para lhe fazer sombra e aliviar seu desconforto. Mas no dia seguinte, quando Deus enviou um verme para matar a planta, ele novamente ficou indignado e começou a resmungar.
Deus lhe disse algo como: Rapaz, você está bravo com a morte da planta que não te custou trabalho nenhum, que numa noite nasceu e na outra morreu, e acha que eu não vou ter compaixão de Nínive, onde há mais de 120 mil pessoas e muitos animais? Resumindo: você dá muito mais valor a uma planta do que às almas daquelas pessoas? Não seja egoísta!
E o livro termina com essa pergunta de Deus. A pergunta fica no ar e não há registros da resposta de Jonas. Talvez porque a resposta deva vir de nós mesmos.
O livro de Jonas, ao contrário dos livros dos outros profetas, não está falando da relação entre Deus e Israel, (que era o povo de Deus) mas fala da relação entre Deus e os estrangeiros, aqueles que não O serviam e não O conheciam.
Ao contrário do que muitos pensam, não é um livro sobre castigo, mas sobre amor. Vemos o amor, a misericórdia e a compaixão de Deus desde os tripulantes do navio que reconheceram a soberania do Senhor e foram poupados, até o resgate de Nínive, o povo estrangeiro, passando é claro pelo recomeço do próprio Jonas.
O próprio Senhor Jesus deixa claro que a mensagem do livro de Jonas é que Deus não faz acepção, Ele quer salvar a todos. Em Mateus 12: 38-42, Ele diz que assim como Jonas ficou três dias e três noites no ventre do peixe, Ele ficaria três dias e três noites no ventre da terra, para que, assim também como a Salvação chegou aos ninivitas que estavam longe do amor de Deus, agora através de Seu sacrifício também chegará a todos os que se encontram distantes por causa do pecado, mas serão redimidos ao fazerem dele o Senhor de suas vidas.

Este é o livro de Jonas, poucas páginas, porém muitas lições.

Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é maior do que Jonas.
Mateus 12:41

Veja o primeiro texto clicando aqui.
Eu, particularmente, gosto muito do livro de Jonas, e acredito que isso se deva ao fato de eu gostar de histórias que mostram a "lei da colheita", isto é, mostrem que tudo que plantamos, colhemos. Ao mesmo tempo que gosto de histórias que mostrem consequências, também gosto quando é mostrado a redenção, a superação. E tudo isso é mostrado em Jonas.
O melhor de tudo é saber que é uma história real. É um livro curto, e logo no primeiro capítulo a trágica consequência da desobediência de Jonas já é mostrada. Deus pede a ele que vá até Nínive (na Bíblia diz "a grande cidade de Nínive") e diga para que se arrependam e se convertam, antes que aconteça o pior. Isto é, antes que colham o que estão plantando.
Por algum motivo, Jonas recusa o chamado de Deus e não vai a Nínive. O motivo de seu medo não é revelado. Talvez Jonas temesse sofrer algum tipo de violência, prevendo que a advertência de Deus não fosse aceita.
Quando ele se dispõe, mas não para obedecer, e toma um navio para Társis, é importante observar que Jonas poderia ter ficado onde estava, já que não queria ir a Nínive, mas não, ele quis fugir da presença de Deus (como se isso fosse possível).
Jonas estava consciente de sua desobediência, mas ao mesmo tempo estava cego, esquecendo-se que é impossível se esconder de Deus e que as consequências de sua má escolha viriam mais cedo ou mais tarde. O engraçado é que isso não o incomodava, pois quando o navio em que estava foi acometido por uma terrível tempestade, o texto sagrado diz que Jonas dormia profundamente, aparentemente sem nenhum peso na consciência. Seu sono era tão profundo que os próprios tripulantes do navio o acordaram, perguntando como conseguia dormir em meio àquela situação.
Aquela tempestade investindo contra o navio em que Jonas estava, era a consequência de sua desobediência, e até os tripulantes do navio que eram incrédulos perceberam isso. Jonas, porém, parecia não perceber nada, o que nos faz ter certeza que desobediência e cegueira espiritual andam juntas.
Quando ele caiu em si, pediu para ser lançado ao mar. até porque não poderia mais esconder o que todos já sabiam: era tudo culpa dele.
Deus não castigou Jonas. Ele plantou e colheu. Deus apenas mostrou que é impossível fugir e esconder-se Dele. E dessa situação Deus ainda tirou algo bom: os tripulantes incrédulos do navio, vendo tudo o que aconteceu, reconheceram Sua grandeza e que é o Deus Único.
Jonas realmente tem muito a nos ensinar, pois todos nós já agimos como ele um dia.
Continua...

Tu disseste: Norte, eu disse: Sul (...) Estou dormindo com os peixes aqui, no ventre da baleia (...) O bom Deus concede a todos nós uma segunda chance. (In the Belly of the Whale - Newsboys)